Efeito IKEA: para mudar, jogue fora essa cadeira

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Se você já fez uma mudança, sabe o trabalho que é escolher quais móveis você vai levar para a sua casa nova e quais você vai doar, vender ou simplesmente jogar fora. Recentemente, quando me mudei, estava fazendo essa limpeza e separando o que iria levar para o novo apartamento, até que me deparei com duas cadeiras e algo novo chamado efeito IKEA…

Elas tinham sido compradas em uma dessas grandes lojas de móveis, as peças vieram separadas e eu montei quando cheguei em casa. Deu um bom trabalho montar aquelas cadeiras, as peças não se encaixavam direito e quando eu achava que estava dando tudo certo, percebia que tinha esquecido algo, enfim, foi complicado.

Alguns anos depois aquelas cadeiras já estavam bem usadas e não tinham nada haver com a decoração do nosso apartamento novo.

Mas eu não queria me desfazer delas de jeito nenhum.

Eu simplesmente gostava daquelas cadeiras.

Até que, no final das contas, minha esposa conseguiu me convencer a dar um novo rumo para as tais cadeiras…

E um dia desses, descobri que este fenômeno tem um nome: efeito IKEA

IKEA é uma empresa de móveis sueca muito conhecida nos Estados Unidos e na Europa, que é famosa por ter uma boa relação custo x benefício.

Para garantir um bom preço, eles tem uma cultura forte de “monte você mesmo”.

O efeito IKEA tem esse nome justamente porque as pessoas que colocam o seu trabalho e esforço em algo tendem a criar uma relação emocional com o objeto.

Outro exemplo claro deste efeito, aconteceu na década de 50 quando começaram a aparecer os primeiros bolos prontos, em pó. A ideia era de que seria um sucesso de vendas, mas na verdade ninguém comprava esses bolos.

Apenas a partir de uma mudança simples que os bolos prontos explodiram de vendas: as marcas de bolo tiraram o ovo (em pó) da receita, e as donas de casa adicionavam ovos frescos em suas casas.

Dessa forma, quem está fazendo o bolo cria uma relação emocional com a comida, e apesar da facilidade, a pessoa realmente se sente uma cozinheira.

E é natural, quem nunca sentiu a sensação de “dever cumprido” após finalizar uma tarefa?

Mas você precisa cuidar para o efeito IKEA não atrapalhar as suas decisões no trabalho.

Por exemplo, em algum momento você vai criar um novo produto e ele não vai ter o retorno esperado.

Ou um criativo de um anúncio pode não performar da forma que você gostaria…

Ainda que você tenha passado horas, dias, até meses trabalhando naquilo.

Por isso, você precisa cuidar para não criar um apego ao trabalho que você realizou, e sim ao resultado final. Caso contrário você pode chegar a um ponto em que se torna impossível abandonar aquilo que foi feito. Ainda que esta seja a melhor opção.

E aí que entra a importância de se testar tudo.

Em todo o trabalho que você realizar, metrifique se aquilo realmente está trazendo o retorno esperado.

Nunca acredite que simplesmente porque você colocou os seus esforços em algo, esta é a sua melhor opção – assim como a minha cadeira velha não era a melhor opção para o novo apartamento.

Deixe que os dados te digam o que realmente funciona.

Teste o máximo, gastando o mínimo possível, dessa forma você terá resultados assertivos e diminuirá o seu risco de colocar todos os seus esforços em algo que pode não trazer os resultados desejados.

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