Como as maiores empresas do mundo estão enfrentando o Corona?

Dados atualizados sobre o Coronavírus indicam que: já são 234 casos confirmados no Brasil, mais de 80 mil na China (que em março reduziu para 30 casos apenas) e mais de 4.600 casos confirmados nos EUA até o momento de publicação deste artigo.

 

Ou seja, é inegável que o Corona está impactando o mundo como um todo. E como as maiores empresas do mundo estão superando todos esses números?

 

Assim, em complemento ao artigo que publicamos recentemente aqui no blog, onde falamos sobre os impactos do vírus nos negócios, estamos agora estudando alguns cases sobre como as empresas estão lidando com essa situação.

 

E por isso estamos compartilhando essa análise, onde falamos sobre como empresas gigantescas e suas equipes conseguiram gerir essa crise e retomar às atividades.

 

Apple vs Corona

No início do surto a Apple fechou as fábricas na China. No entanto, ao final de fevereiro de 2020, o CEO Tim Cook anunciou a reabertura das mesmas em entrevista concedida à Fox Business.

 

Segundo ele, decisão foi tomada, porque as medidas em relação ao Coronavírus geraram bons resultados no país, o que é verdade. No país em questão, os casos foram drasticamente reduzidos, conforme falamos no início deste post.

 

Por outro lado, levando em consideração que – em março- novos casos têm se espalhado pelo mundo, a Apple anunciou que todas as lojas oficiais fora da China serão fechadas por determinado período (se você estiver lendo este artigo em março: até dia 27) para preservar colaboradores e clientes.

 

Em nota oficial no site da companhia, Tim Cook especificou que, apesar da decisão, os funcionários continuarão sendo pagos, e trabalhadores poderão trabalhar remotamente se suas funções permitirem.

 

Na Itália, a companhia decidiu fechar por tempo indefinido todas as 17 lojas da Apple Store devido a disseminação contínua do Coronavírus. De acordo com informativo publicado no site, “permanecerão fechadas até uma data posterior”.

 

Redirecionamento de clientes

Enquanto as lojas permanecem fechadas, a Apple está direcionando os clientes para o site de suporte para suporte por telefone ou pela Web.

 

Não economizando em informativos, a Apple também comunicou aos proprietários – através do site – que é seguro usar produtos antibacterianos e desinfetantes para limpar seus dispositivos.

 

A Apple anteriormente alertou os clientes a usarem apenas água, porque outras substâncias podem remover o revestimento oleofóbico do vidro, porém a informação foi alterada depois dos novos surtos do COVID-19.

 

Starbucks vs Corona

A Starbucks anunciou que não houve impacto grave nas vendas das unidades nos EUA e que já mostrava “sinais de recuperação” na China em março.

 

“Até o momento, não há sinais perceptíveis do impacto do COVID-19 em nossos negócios nos EUA, que representaram aproximadamente 65% da receita total consolidada no primeiro trimestre do ano fiscal de 2020”, informou a rede.

 

No entanto, após o aumento do surto pelo mundo, o vice-presidente executivo Rossann Williams anunciou a implementação do “to go model” para todas as lojas dos EUA  e Canadá.

 

Ou seja, as pessoas não terão acesso ao espaço de socialização (mesas, cadeiras, etc) dos espaços dos cafés. Os clientes ainda podem comprar os cafés mais desejados do mundo diretamente no balcão, nos drives, ou através do app Starbucks.

 

“Como todos sabemos, a situação com o COVID-19 é extremamente dinâmica e continuaremos analisando os fatos e a ciência e tomando as decisões pró-ativas necessárias para proteger nossos parceiros, clientes e comunidades”, disse Williams.

 

Manual de conduta e benefício extra

 

Por medidas de segurança e para tranquilizar o público, a Starbucks proibiu os clientes de usarem seus próprios copos e estabeleceu um regime de limpeza intensivo: funcionários devem lavar as mãos e desinfetar superfícies em geral a cada meia hora.

 

A Starbucks também enviou uma carta aos funcionários, oferecendo-lhes férias pagas denominadas como “pagamento/auxílio catástrofe” aos colaboradores que precisarem se afastar. O benefício pode ser usado por até 14 dias.

 

De acordo com Williams, esta foi a maneira encontrada para priorizar o bem-estar do ambiente de trabalho, antes de qualquer outra questão.

 

“Os membros da Starbucks que estão doentes ou precisam ficar em quarentena não terão que escolher entre trabalhar ou cuidar de si mesmos. (…) Você nunca deve escolher entre trabalhar e cuidar de si mesmo ”, escreveu ele aos colaboradores.

 

Essas diretrizes foram definidas para que os funcionários de alto risco fiquem em casa sem medo de perder o emprego.

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Além da segurança emocional e econômica que esta medida proporciona aos colaboradores, o benefício também foi uma forma encontrada para reduzir impactos na operação e garantir tranquilidade para clientes.

 

O que o Walmart está fazendo?

 

Um novo plano de conduta e licença emergencial foi enviado pela Walmart a todos os trabalhadores das unidades nos Estados Unidos depois que foi confirmado um caso de Covid-19 em um funcionário em Kentucky.

 

Através de um e-mail, a empresa comunicou que os colaboradores do Walmart que contraíram o Coronavírus receberão seus salários integralmente durante o período -de duas semanas- da quarentena.

 

Passado o período, quem ainda não conseguir trabalhar por limitações físicas terão direito de receber até 26 semanas de salário.

As ações adotadas pelo McDonald’s

 

Ao Business Insider, porta-voz do Mc Donalds disse que “a expectativa da empresa de que os funcionários fiquem em casa quando estiverem doentes”. A decisão da rede foi pagar uma licença por afastamento aos colaboradores que ficarem doentes e precisarem de quarentena.

 

Além disso, a Convenção Mundial em Orlando, nos EUA, foi cancelada, considerando as atualizações relacionadas a aeroportos e viagens das Organizações Mundiais de Saúde. Por esse motivos diretores e franqueados farão conferências online.

 

“Vamos procurar mudar o formato para uma experiência digital e sediar a Convenção Mundial mais inclusiva da nossa história”, disse o porta-voz.

 

O que o Google está fazendo?

 

Segundo a Chinese Gadget Reviews, o Google está desenvolvendo um novo site para o governo dos EUA acerca da crise Coronavírus. Enquanto ainda não está no ar, moradores dos EUA podem encontrar informações úteis na página inicial do próprio buscador.

 

Em comunicado o Google se posicionou: 

“Continuamos ajudando as pessoas a encontrarem informações oportunas e úteis por meio de nossos produtos, incluindo Pesquisa, Mapas e YouTube. No momento, na página inicial do Google, estamos promovendo a campanha “Do the Five” (Faça os Cinco em português) para aumentar a conscientização sobre medidas simples que as pessoas devem adotar para retardar a propagação da doença, de acordo com a OMS. Nas primeiras 24 horas, essas dicas já foram vistas por milhões nos EUA. Adicionamos informações mais úteis aos nossos alertas “COVID-19 SOS”, incluindo links para sites das autoridades nacionais de saúde e um mapa das áreas afetadas da OMS ”. 

 

O exemplo da LVMH

 

Dona de marcas como Louis Vuitton e Christian Dior, companhia usará suas linhas de produção de perfume para produzir higienizador para as mãos como resposta ao surto do Coronavírus.

 

Segundo a BBC News, o objetivo da LVMH é combater a escassez nacional de produtos antivirais na França.

 

A empresa anunciou, recentemente, que produzirá grandes quantidades de álcool em gel , que serão distribuídos gratuitamente às autoridades de saúde.

 

Gestão em alta

 

Entre empatia e benefícios, o Coronavírus têm feito com que empresas se posicionem e criem estratégias de emergência para resguardar seus principais clientes: os colaboradores.

 

Isso demonstra o quanto uma visão Customer Centric está para além de atendimento.

 

A lição que fica é que toda experiência começa dentro do time. E que mesmo em situações inesperadas e imprevisíveis, podemos agir para reduzirmos os impactos, e em alguns casos, até mesmo alavancar os negócios.

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