Como os gestores devem se comportar na crise Coronavírus?

Muito já foi falado sobre o impacto para indivíduos e governos, especialmente no que se refere a questão de mortalidade e grupos de risco para as pessoas e impacto nos sistemas de Saúde como um todo. Nosso foco aqui é analisar impactos nos negócios e o que podemos fazer como empreendedores e gestores.

 

Antes de mais nada é importante discutirmos a questão de que crises são gerados por fatos mas tem sua dimensão definida pela percepção de impacto dos mesmos para os diferentes agentes envolvidos.

 

Nesse caso, nenhum de nós é responsável pelo(s) fato(s) causador(es) da crise gerada pelo COVID-19 e não podemos fazer nada a respeito dos mesmos, mas somos sim bastante responsáveis por gerenciar a percepção que temos e de outras pessoas que influenciamos a respeito dos mesmos fatos.

 

Então, em primeiro lugar, entendamos que temos que gerenciar percepções e a melhor forma de fazê-lo é com comunicação: direta, concisa, efetiva, transparente e imparcial.

 

Crises se gerenciam em estágios bem claros, a saber:

  1. Delimitação dos fatos e seus impactos;
  2. Mensuração dos desdobramentos e comunicação efetiva sobre os mesmos;
  3. Gerenciamento e comunicação pró ativa das medidas de contenção, correção, contingência e reparação;
  4. Planejamento de ações de curto (1 a 3 meses), médio (3 a 6 meses) e longo (superior a 6 meses) prazo e criação de comitês de reavaliação periódica;
  5. Implementação rápida das ações de curto prazo;

 

Se analisarmos as medidas tomadas pela OMS e pelos governos mais diretamente envolvidos, veremos que elas seguem essa sequência e, mesmo as medidas “supostamente radicais”, como as quarentenas em larga escala ou mesmo o fechamento de fronteiras tem por objetivo gerar 2 resultados principais:

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  1. São anéis de contenção e correção – impedem a expansão imediata dos efeitos gerados pelos fatos;
  2. Alteram a percepção de curto prazo dos indivíduos – no caso aqui, a percepção de risco é função do aumento acelerado do número de casos. Impedir a proliferação de contágio causará uma inversão na tendência, que por sua vez, trará a percepção de risco e impacto para níveis adequados e permitirá que ações de médio e longo prazo sejam tomadas sem maiores impactos;

Como agir então?

  1. Revisite sua estratégia e avalie como os fatos novos a afetam.

 

Pode ser que nada mude, pois no longo prazo, os efeitos desaparecerão, mas pode ser que algumas prioridades mudem, por exemplo, se eu fosse uma cadeia de varejo eu reveria minha estratégia de expansão de curto / médio prazo

  1. Fatie a sua análise em curto, médio e longo prazo implemente comitês de monitoramento e decisão com frequência adequada para reavaliar seu cenário de forma periódica.
  2. Comunique-se de forma pro-ativa com funcionários, fornecedores, parceiros e investidores. Seja objetivo, transparente e imparcial.
  3. Aproveite o momento para focar nos seus “fundamentos”.
  4. Implemente suas ações de forma rápida, abrangente e efetiva.

 

Como diz o ditado: “mais vale um fim horroroso do que um horror sem fim”, ou seja, melhor implementar ações doloridas de uma vez só do que tomar medidas “parciais”. No final, o impacto acaba sendo maior ao fazê-lo.

 

  1. Seja o protagonista e o líder que seus “stakeholders” esperam. Ao fazê-lo, gerará neles a percepção de que “está no controle” e isso, por sua vez, tranquilizará a todos e os permitirá focar no que é importante e no que eles podem e devem fazer agora.

 

Por último, mantenha os olhos e mente abertas a oportunidades que surgirão em decorrência de tudo que está acontecendo. Situações como essa mudam o “status quo” o que, por sua vez, permitem que novos contextos e circunstâncias de negócios apareçam e, dessa forma, mudem seu panorama concorrencial.

 

Identifique esses cenários e use-os, estamos todos sendo colocados a prova. Aqueles que se adaptarem de forma mais rápida e eficaz sairão mais fortes e, ao fazê-lo, podem ter aproveitado para fazer dessa crise uma enorme oportunidade de negócio.

 

Empreender é isso: visão de longo, execução de curto, alta adaptabilidade e estômago para suportar a turbulência da viagem.

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