Momento Iridium: uma lição de US$ 5 Bilhões

No Gestão 4.0 costumamos falar sobre a importância de se desenvolver uma mentalidade disruptiva, de inovação dentro das companhias, sejam elas startups ou empresas tradicionais.

 

Mas hoje buscamos trazer um ponto de vista diferente, que nos mostra que inovar a todo o custo não é o ideal. E uma história que mostra um cuidado que você precisa ter para não tomar grandes prejuízos.

 

Se você já passou dos 40 anos deve lembrar que a telefonia móvel na década de 80 era extremamente precária e custosa, além de praticamente inexistente em regiões de interior.

 

Vendo este problema a Motorola teve uma grande ideia: eles iriam levar o serviço de telefonia móvel para todas as regiões do planeta.

 

Nessa época, cada torre de telefonia custava em torno de US$ 100 mil dólares e elas possuíam diversas limitações técnicas que tornavam o serviço difícil e de menor qualidade. Percebendo este fato a Motorola criou a Iridium no final da década de 80, uma empresa que traria a solução perfeita para este problema.

 

A ideia consistia em enviar 77 satélites para o espaço e com isso, eles tornariam o sonho de oferecer cobertura a pessoas em qualquer lugar do planeta possível, por um preço único e muito mais acessível do que as tecnologias da época.

 

Além disso, eles já tinham tudo calculado: cada telefone custaria US$ 3 mil e cada minuto de ligação “apenas” US$ 5. Com isso em mente, eram necessários apenas um milhão de clientes para tornar a tecnologia rentável e aposentar de vez as tradicionais torres de telefonia.

 Aparentemente, era a ideia perfeita.

 

A Motorola iria revolucionar todo o mercado, resolvendo um grande problema por um custo relativamente baixo.

 

Mas existia um único – e gigante – problema: eles fizeram um plano de negócios para 12 anos na frente e não contaram com a forma como as outras tecnologias poderiam evoluir durante este período.

 

Sendo assim, quando a Iridium realmente começou a funcionar, em 1998, as torres de telefonia já tinham se tornado muito mais baratas e eficientes e a Iridium ainda estava presa em uma ideia que realmente seria extremamente disruptiva… uma década antes.

 

Quando o produto finalmente foi lançado ao mercado já existiam celulares “modernos” que funcionavam de forma muito mais prática e eram inclusive, muito mais baratos!

 

O resultado final foram anos de trabalho jogados fora e um prejuízo na casa dos US$ 5 bilhões.

 

Mas também, uma grande lição para todos nós.

 

Ao pensar em inovação muitas pessoas acreditam que se trata de simplesmente criar algo novo. Mas a realidade é muito mais dura, a “inovação” sem que você leve em conta todo o ambiente a sua volta não tem valor nenhum.

 

E não é por que uma ideia parece boa, que ela é verdadeiramente um bom negócio.

 

Por isso, quando queremos validar uma ideia utilizamos o MVP, ou Mínimo Produto Viável. Que consiste basicamente em você criar uma versão extremamente simplificada do seu produto, com o mínimo necessário para validar a ideia no mercado.

 

Dessa forma é possível se proteger de grandes prejuízos, afinal você não precisa investir quase nada no primeiro momento, e cria uma mentalidade de melhoria constante no seu produto, onde a partir dos feedbacks recebidos você pode pivotar ou fazer pequenas mudanças.

Veja a imagem abaixo que mostra a partir do exemplo de um carro como deve ser um MVP:

Como você pode perceber a principal característica de um MVP é que ele deve ser funcional e buscar atender uma demanda desde o dia 1.

 

Partindo deste ponto inicial você deverá coletar feedbacks para saber quais dores estão sendo sanadas, o que poderia ser feito para melhorar o produto e o que pode ser descartado, afinal não gera valor.

 

Veja o exemplo da Easy Taxi: quando o Tallis Gomes teve a ideia de fundar a empresa e queria validar a ideia, não foi necessário fazer um aplicativo e gastar muito dinheiro no primeiro momento.

 

Pelo contrário, ele criou um formulário simples com informações essenciais, como nome, e-mail, local de partida e local de destino.

 

Com isso, toda vez que alguém preenchia o formulário ele recebia uma notificação em seu e-mail e ligava pessoalmente para a cooperativa de táxi avisando do chamado e eles enviavam um carro para o local.

 

Seja no começo de uma startup ou no dia a dia de uma grande corporação, é importante sempre ter esta mentalidade de validar sua ideia no mercado para apenas depois investir mais tempo e dinheiro nela.

 

Mas e você, tem alguma ideia que acredita ser promissora?

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