O próximo número nos dados

Imagine que você esteja jogando um dado não viciado.

Na primeira vez em que você jogar esse dado, cada número de 1 a 6 tem a mesma probabilidade de cerca de 16,7% de chances de aparecer como sendo a face virada para cima.

Você então joga esse dado 5 vezes, e inacreditavelmente a cada rodada, um número em sequência surge como sendo a face para cima.

1…2…3….4….5…

Agora é a sexta vez em que você vai jogar o dado.

Pense rápido: qual número você acredita ter maior probabilidade de ser mostrado?

Se você respondeu 6, ou na verdade acredita que qualquer número tenha uma probabilidade maior do que outro, você pode estar cometendo alguns erros sérios no seu negócio.

O lançamento de dados é um excelente exemplo de como muitas vezes usamos a nossa intuição ao invés dos dados (como perdão do trocadilho) para tomar decisões.

Não me entenda mal, no fim do dia, toda decisão é baseada em intuição, afinal, é impossível prever com 100% de certeza os resultados de uma ação antes que ela aconteça.

Porém, isso não reduz a importância de você saber balancear quando usar ou não a sua intuição.

Lembro-me de uma palestra que assisti do Obama em que ele falou algo muito importante sobre o tema.

O papel de um líder não é saber todas as respostas, mas sim, saber reunir as pessoas certas, fazer boas perguntas, e com o tempo, criar um processo de decisão cada vez melhor.

Ou seja, a ideia não é acertar sempre, afinal, isso é impossível, o objetivo é estar cercado de pessoas com quem você possa discutir, e refinar o seu processo.

E aqui, existem algumas formas de você melhorar o seu processo decisório.

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Sem sombra de dúvidas, a mais prática é tomando decisões, errando e aprendendo.

Porém, essa também costuma ser a mais custosa e dolorosa, afinal, apesar de essencial para o desenvolvimento, errar doí.

Uma segunda forma da qual pessoalmente sou fã é por meio da leitura.

E recomendo três livros sobre o tema.

Rápido e Devagar do Daniel Kahneman, The Great Mental Models do Shane Parrish e The Most Important Thing do Howard Marks.

Os três, tratam de diferentes formas e visões, os mesmos conceitos: como o ser humano pensa, quais são nossos vieses cognitivos, e o que podemos fazer para não cairmos nas principais armadilhas na hora de tomarmos decisões.

Por fim, a terceira forma e na minha opinião, a com “melhor ROI”, é aprender por meio de mentores.

Pessoas que já chegaram lá em algum aspecto no qual você ainda está no caminho, ou que pelo menos, estão alguns passos à sua frente.

Pessoalmente, gosto de ter vários mentores, para diferentes aspectos da vida, nos negócios, tenho o Nardon que é um dos mentores aqui no Gestão 4.0, em relacionamento tenho a Marilia, uma amiga de vários anos, e em outras áreas, outras pessoas.

De forma simples o conceito final é o mesmo: encontre alguém que está alguns passos à sua frente no caminho para atingir um objetivo que você queira conquistar, e aprenda com essa pessoa.

Converse, tire dúvidas, esteja próximo.

Não vou mentir, ter bons mentores não é algo fácil ou trivial, afinal, gente boa dificilmente tem tempo sobrando, porém, o investimento em ir atrás dessas pessoas costuma valer muito a pena.

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