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O que você precisa saber sobre investimento anjo

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O país ultrapassou a marca de 12 mil startups em operação, de acordo com pesquisa divulgada este ano pela Associação Anjos do Brasil. E junto a este dado impactante não fica difícil deduzir que o número de investidores focados nestes modelos de negócio também aumentou. Afinal, investimento anjo nada mais é que o aporte em empresas com alto potencial escalável.

E não é achismo. O investimento anjo tem sim ganhado espaço no mercado entre empresários e executivos. No Brasil, já são cerca de sete mil investidores anjos dispostos a aportar ao menos 50 mil reais em uma ideia promissora de negócio e este dado também é da Associação.

O fato é que muitos empreendedores têm visto neste tipo de investimento oportunidades bastante lucrativas. Pensando nisso, decidimos abordar neste artigo- de forma aprofundada- o papel do investidor anjo e algumas informações importantes que circundam este ecossistema.

Investimento anjo: o que significa?

Investimento anjo é basicamente o investimento realizado em empresas que estão em fase inicial de operação e têm possibilidade de se tornarem grandes negócios. Ou seja, Startups. É realizado por pessoas físicas com objetivo de atingir empresas que tenham alto potencial de crescimento.

Para contextualizar de forma mais concisa aqui vai um passo a passo sobre investimento anjo em Startups:

  • Este tipo de investimento é realizado por profissionais experientes de mercado (empresários, profissionais liberais, executivos, etc), que possui um networking estruturado e, por isso, agrega valor ao empreendedor; por este motivo é denominado “Smart-money”;
  • Normalmente, a participação no negócio é de forma minoritária;
  • A prioridade do investimento anjo é apoiar startups que tenham potencial para se tornarem grandes companhia em um intervalo médio de 4 a 10 anos;
  • O modo de investir foi revolucionado pelas plataformas de investimento anjo que permitem que vários investidores se unam em torno de um aporte;

O conceito investimento anjo surgiu para indicar que este tipo de investidor não se une a uma empresa somente pelo interesse financeiro, mas por apoiar a ideia do negócio.

Geralmente, os grupos de investidores é formado por 2 a 30 pessoas que se unem para fazer um investimento anjo. A estratégia serve para diluir riscos e também para compartilhar atribuições e atividades decorrentes do investimento em determinada empresa.

Neste momento, são definidos alguns “investidores-líderes”, de acordo com cada tipo de negócio visando dar agilidade ao processo.

É válido destacar que o investimento anjo não é filantrópico. Ou seja, o objetivo é investir em negócios que tenham alto potencial de retorno e claro, impacto social através da geração de oportunidades de emprego e renda.

O que é ser um investidor anjo?

Empreendedor, investidor anjo, presidente da Associação Brasileira de Startups, e, recentemente, jurado do programa Planeta Startup, Amure Pinho, define o perfil do investidor anjo como alguém que diversifica seus investimentos em empresas escaláveis e Startups focadas em inovação.

“O investidor anjo entende que existem alguns negócios que resolvem problemas da vida real e aporta seu dinheiro na fase inicial destes tipos de negócio. O investidor percebe que boas oportunidades dependem de bons empreendedores escavando-as para que se tornem empreendimentos lucrativos”, pontuou.

Amure complementa a ideia do “anjo” para além do investimento financeiro. “Ele está acreditando no trabalho duro do empreendedor que, com dinheiro em mãos e muito foco na empresa, conseguirá alavancar o negócio e focar em oportunidades que o mercado ainda não viu”.

O investidor anjo é uma pessoa física que tem capital para investir. Geralmente é um empresário/ empreendedor e/ou executivo que já tem know how de mercado, uma carreira de sucesso e capital acumulado (de 5% a 10% do patrimônio) para ser investido em outras empresas.

Descrever quem é o investidor anjo não se trata apenas de falar sobre a pessoa que tem capital disponível para investimentos. Trata-se principalmente de falar sobre o perfil experiente, seguido de um networking sólido, que será agregado às startups que receberem o seu aporte.

Perfil do investidor anjo

1- Ser agnóstico para qualquer tipo de negócio: o investidor anjo não deve escolher mercado;

2- Definir um teto para o cheque: o cheque do investidor anjo deve ser entre 50 e 100 mil reais, fragmentando os investimentos em vários tipos de negócio;

3- Conhecer o empreendedor por mais de um ano: não investir em quem não conhece é premissa básica para este perfil de investidor anjo, uma vez que é preciso conhecer -antes de fazer o investimento- a performance do empreendedor;

4- “Sentar ao lado do empreendedor”: numa negociação este perfil de investidor anjo deve se posicionar como “pró-empreendedor”. Isso constrói sua postura e princípios como investidor no mercado.

Vantagens e desvantagens do investimento anjo

Por se tratar de um investimento de alto risco o investimento anjo possui, obviamente, vantagens e desvantagens. No entanto, alguns riscos podem ser minimizados, caso alguns aspectos sejam cuidadosamente analisados antes do aporte:

  • Cap Table: como está distribuída a porcentagem dessa empresa? Está nas mãos dos founders? Diluíram com outro investidor?
  • Time forte: A Startup-na qual vai investir- tem um time complementar? Tem um desenvolvedor? Um CTO para tocar o negócio? Alguém responsável pelo planejamento de vendas e bom do mercados dos negócios? De fazer Pitch? Ir para a rua levantar capital? Se conhecem há algum tempo? Qual a história que este time tem junto? Já superaram momentos ruins juntos?
  • Produto validado: questione se o empreendedor já mostrou ao investidor que tem validações em relação ao produto/serviço. Já saiu do campo das ideias e já tem um protótipo? Já tem algo rodando? Tem gente pagando por isso? Porque quando alguém paga é a maior validação de que ele achou um problema, criou uma solução, conseguiu fazer ser realidade e já tem alguém pagando por isso. Essas respostas esclarecem muitas dúvidas importantes.

Também é preciso analisar o tamanho de mercado da Startup, ou seja, se aquela solução vai atingir muitas pessoas ao redor do mundo. Além disso, procure saber se o empreendedor tem um planejamento para aplicar o dinheiro investido da forma correta. Estes são alguns dos cuidados necessários que devem ser observados antes de aportar.

Qual percentual do meu portfólio de investimentos deve ser alocado em Startups?

Mencionamos anteriormente o fato de não ser tão simples se tornar investidor anjo no Brasil e que por este motivo, ter acesso a especialistas é fundamental para a construção de um portfólio de investimento eficiente.

Construir um portfólio de respeito é uma tarefa árdua e de muita estratégia, já que o investimento anjo ainda é considerado de “alto risco”. No entanto, com um planejamento bem estruturado, pode render ótimos frutos.

Tenha em mente que você deve ter de 5 a 10% do seu patrimônio disponível para ser alocado neste tipo de investimento.

Questões legais e tributárias que envolvem o investidor anjo no Brasil

Diante de um cenário extremamente burocratizado – com taxas altas e procedimento dificultosos- ser um investidor anjo no Brasil não é tão simples assim. Justamente por isso, buscar mentorias especializadas e conteúdos que auxiliem nas etapas do processo é fundamental.

A relação entre investidor anjo e o simples nacional, por exemplo, implica em algumas regras específicas. E assim como todas as normas existem pontos positivos e negativos.

Existem regras e proteções em relação a atuação do investidor anjo, garantidas por lei, em empresas optantes pelo Simples. O investimento anjo foi regulamentado pela Lei Complementar 155/2016.

O contrato de participação define como será toda a relação entre o investidor e o negócio. Serão definidos: como o aporte será pago pelo investidor à empresa, de que forma se dará o lucro do investidor, quais serão as multas por descumprimento, qual será o prazo para retorno do investimento e, enfim, todas as minutas que definirão o relacionamento entre ambas as partes.

Assim como está previsto na lei, “o investidor anjo somente poderá exercer o direito de resgate depois de decorridos, no mínimo, dois anos do aporte de capital”. Com esta garantia, o empreendedor tem o mínimo de estabilidade em relação ao valor investido.

Há uma distinção forte entre investimento anjo e participação societária que acaba sendo uma garantia para o investidor. Isso quer dizer que o investidor-anjo, apesar de fazer o aporte, não passa a ser sócio da empresa.

Junto a isso, é válido ressaltar que os investidores não se tornam responsáveis por quaisquer obrigações da startup em que investem. Ou seja, o investidor anjo não pode ser acionado para quitar uma dívida trabalhista ou fiscal da empresa, por exemplo.

Sobre o contrato

Outra exigência da Lei Complementar 155/2016 é a respeito da vigência do contrato de participação: ele não deve ser superior a 7 anos.

Os benefícios garantidos por lei vêm seguidos pela eficácia de um bom contrato que respalda as atividades tanto do empreendedor, quanto do investidor anjo. Por esse motivo, é essencial que haja uma equipe profissional e especializada por trás de todas essas burocracias.

Quer ser o próximo investidor anjo de um unicórnio?

Aprenda tudo sobre investimento anjo com Amure Pinho, Empreendedor, Presidente da ABStartups, Associação Brasileira de Startups, palestrante, investidor anjo e recentemente, jurado do programa Planeta Startups. Vendeu uma de suas empresas para o grupo B2W, dona das marcas Americanas e Submarino.

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