Autodesenvolvimento

Desafios e aprendizados em períodos pós-traumáticos

Acreditamos ter o controle de tudo em nossas vidas, até que somos surpreendidos pelo contrário e nos enxergamos em meio a um cenário que até então reservava-se aos nossos sonhos ou pesadelos. 

Momentos de incerteza trazem muitas perguntas e angústias, impedindo que possamos nos planejar e agir de maneira racional. Neste momento estamos atravessados pela nossa impotência e repensamos, ainda que sem grandes respostas, quem somos, em que mundo vivemos, que futuro queremos, quais são nossas forças e fragilidades. Pode ser um momento extremamente doloroso.

Reconhecendo a dor que surge deste momento, mas sustentando, neste artigo, a aposta por tomar suas vias contrárias, nos propomos a abordar um tema que já foi objeto de estudo em períodos anteriores e com a pandemia a qual atravessamos fez-se ainda mais latente: crescimento e soluções possíveis para períodos pós-traumáticos, pensando como a socialização pode ser um forte agente neste processo. Falar de trauma não é apenas dizer sobre dores, impossibilidades e tristeza. Há uma força motriz latente neste momento.  

Com Freud (1896) podemos pensar que o período atual que atravessamos se configura como um primeiro tempo do trauma, onde o inapreensível da pandemia do COVID-19 ainda está inscrevendo suas marcas sobre nossos corpos. Este primeiro tempo, segundo Freud (1986), é o da irrupção do evento, onde ainda não é possível antecipar as marcas que o ocorrido inscreverá sob o nosso psiquismo, sob nossas vidas. Um mesmo evento pode ser traumático ou não para diferentes sujeitos que o vivenciaram. 

O segundo tempo, por sua vez, é aquele que permite configurar o evento como traumático, sendo possível reconhecer, através dos sintomas que emergem sob o corpo do sujeito, ou, sob o corpo social, as marcas imprimidas pela intensidade da primeira cena, pelo atravessamento daquele evento, mesmo que ainda não seja possível construir elaborações sobre ele. 

Por exemplo: um sujeito que viveu um evento traumático na infância passa a apresentar crises de pânico da adolescência, falta de ar, coração acelerado. Essas respostas nos permitem apostar que o evento ocorrido na infância desse sujeito possa ter sido, de fato, um evento traumático. Porém este só vem a se manifestar e se configurar como trauma a partir de uma segunda cena vivenciada de onde emerge o sofrimento psíquico que configura aquela primeira cena como um trauma. 

Posto isso, nos propomos neste artigo a pensarmos sobre esse segundo tempo do trauma, quando já tivermos atravessado esse período de isolamento social. O que será possível a partir dele? Como atravessaremos as mudanças que emergirão a partir do contexto atual que estamos vivendo? 

O que nos diz a psicologia científica?

Aqui, daremos um salto do campo da psicanálise para o campo da psicologia científica, onde encontramos algumas diretrizes que nos permitem pensar formas de enfrentamento do trauma a partir de ações objetivas em contextos sociais, entre eles, o campo do trabalho. 

Em um artigo escrito na Harvard Business Review, o professor e psicólogo Richard G. Tedeschi (2020), emerito da Universidade da Carolina do Norte descreve cinco pilares para que seja possível um crescimento e socialização após períodos como o que vivemos hoje: (1) educação, (2) regulação emocional, (3) disponibilização de informação claras e assertivas (4) narrativa de desenvolvimento e (5) prestação de serviços para recuperação.

Vamos falar deles com um pouco mais de detalhes:

1. Educação:

Segundo Tedeschi (2020), para transformar as questões relacionadas ao trauma é preciso primeiro analisar a realidade dos fatos: trata-se de um momento onde há uma ruptura dos principais sistemas de crenças, vivenciamos na pele que não temos o controle de todas as situações e que somos vulneráveis a acontecimentos externos. 

Assim, entender a situação pela qual passamos e buscar conhecimento para atravessá-la é o melhor caminho para seguir em frente. O conhecimento, o discernimento, permitem discutir sobre momentos de crise, e vislumbrar possibilidades mais além do “olho do furacão” ao qual estamos inseridos.

Quando nossas suposições e até certezas são desafiadas, elas se tornam gatilhos de ansiedade, angústia e confusão mental Pode ser um momento extremamente doloroso, mas com Tedeschi (2020) apostamos que, mesmo com os desafios e caminhos árduos que rodeiam eventos traumático, há possibilidades que emergem após o ocorrido e para tal é preciso nos informarmos, nos contextualizarmos e buscarmos conhecimento.  

2. Regulação Emocional

Para aprender, é preciso estar no estado de espírito certo, conforme nos afirma Tedeschi (2020). Isso começa com o gerenciamento de emoções negativas, como ansiedade, culpa e raiva, o que pode ser feito mudando o tipo de pensamento que leva a esses sentimentos. 

Em vez de se concentrar em perdas, falhas, incertezas e nos piores cenários, tente recordar sucessos, considere as melhores possibilidades, reflita sobre os recursos e a preparação da sua organização e pense sobre o que você – pessoalmente e como grupo -pode fazer.

Reconheça que as circunstâncias continuam sendo desafiadoras e assustadoras; depois demonstre equilíbrio sob essa pressão. E incentive a comunicação mais frequente, para que as pessoas se sintam menos isoladas e vejam sua força emocional coletiva com mais clareza.

Momentos de instabilidade são comuns em períodos como esse, mas como mencionado no artigo de Richard G. Tedeschi (2020) devemos e precisamos nos apoiar em pessoas a nossa volta, onde a socialização e o suporte nesse momento serão cruciais para nos estabilizarmos.

3. Discutir sobre o assunto de maneira assertiva

Imaginem que no período pós guerra, onde surgem os primeiros estudos sobre o trauma, não havia internet, telefone celular, e todas as tecnologias que temos hoje. As informações era difundidas de maneira pontual e muito mais lenta. 

No contexto atual, a quantidade de informações que chegam até nós, pode nos deixar ainda mais angustiados e não contribuir em nada à elaboração dos períodos traumáticos. Mesmo assim, ainda é necessário falar sobre o assunto e não “jogar a poeira para debaixo do tapete”, afinal na primeira limpeza ele já dará suas caras. 

Reconhecemos que falar sobre um assunto que impacta tanto as nossas vidas não é algo agradável, mas fazê-lo em um contexto específico, seja a nível individual, em um processos de terapia onde haja um profissional que possa acolher esses dizeres, ou a nível coletivo, compartilhando com colegas de trabalho e amigos descobertas, estratégias, visões diferentes e alternativas, é uma possibilidade interessante.

Esta é a parte do processo, segundo Tedeschi (2020), onde você fala sobre o que aconteceu e está acontecendo: seus efeitos – pequenos e amplos, de curto e longo prazo, pessoais e profissionais, individuais e organizacionais – e sobre o que você está lutando. Articular essas coisas nos ajuda a entender o trauma e transformar pensamentos debilitantes em reflexões mais produtivas.

4. Narrativa de desenvolvimento

O próximo passo, ainda seguindo Tedeschi (2020), é produzir narrativas sobre o evento traumático e nossa trajetória de vida, para que possamos aceitar os capítulos já escritos e imaginar a elaboração dos próximos.Tedeschi (2020) aposta que as narrativas são capazes de transformar um passado difícil em um futuro de possibilidades e ressalta que demanda-se um tempo até que a pessoa possa sentir-se pronta para verbalizar e compartilhar suas experiências. Estas podem servir como exemplo e inspiração para muitos outros que atravessaram situações semelhantes ou não. A estes últimos essas narrativas podem servir como impulso  de valorização à vida.  

Como dizia o jargão  “Conselho é bom, exemplo arrasta.”, o exemplo é o que nos move e no atual cenário, apesar de tantos desafios e momentos de profunda incerteza, vemos instituições, empresas e pessoas compartilhando suas narrativas de enfrentamento das dificuldades, e assim, virando exemplo de solidariedade, companheirismo e gestão.  

Se girarmos nosso olhar para os anos passados da história mundial, localizamos em eventos como a Grande Depressão (1930) e a Segunda Guerra Mundial, o surgimento de grandes lideranças, figuras exemplares. 

A Grande Depressão impulsionou movimentos de responsabilização do governo e do Estado para proteger os indivíduos dos efeitos negativos do capitalismo e a Segunda Guerra Mundial transformou os combatentes em agentes de importantes mudanças sociais. A guerra do Vietnã também foi um marco importante, como nos relembra Tedeschi (2020), a partir dela surgiram movimentos que questionavam  princípios morais vigentes e as concepções do povo americano sobre a função das guerras, questionando inclusive o papel dos líderes nestes momentos.

Aprendemos muito com estes eventos e a todo momento temos a oportunidade de avaliar seus impactos nas nossas vidas e, de maneira mais ampla, na Sociedade.

5. Faça mais coisas que você tenha prazer

Tivemos que aprender a ser as nossas próprias companhias. Aprender a apreciar a si mesmo, entender nossos pontos fracos e nossos pontos fortes, conviver com os nossos diabos e os nossos sonhos. 

Descobrir novos hobbies, exercendo atividades exclusivamente como forma de lazer e distração, pode ser o diferencial para sobreviver tanto nesse período de isolamento quanto depois que ele acabar. 

Uma rotina saudável, que permita o corpo estar sempre em movimento, a cabeça ativa e a saúde necessária para enfrentarmos dia após dia. Se gostamos de desenhar, tocar instrumentos musicais, cozinhar, ouvir músicas, assistir séries e filmes ou ler livros, por exemplo, devemos estimular essas práticas, sendo importante gatilhos para que tenhamos dias mais tranquilos e leves.

Certamente não temos a garantia de que isso irá resolver, mas na medida em que temos controle sobre poucas coisas (como ficou claro com a chegada da pandemia), o mínimo necessário que estiver ao nosso alcance, vale a pena.

 6. Colaborar para evoluir

Tedeschi (2020) nos aponta ainda que as pessoas se saem melhor após o trauma se encontrarem um trabalho que beneficie os outros – ajudando as pessoas próximas a eles ou à sua comunidade mais ampla ou vítimas de eventos semelhantes aos que eles sofreram. 

Aproximando este pilar o mais próximo da nossa realidade, concentre-se em como podemos ajudar a fornecer alívio durante a crise contínua – seja costurando máscaras ou produzindo conteúdo, criando novos hábitos ou dividindo experiências com colegas de trabalho, apoiando pequenas empresas e negócios locais, que podem eventualmente auxiliar neste crescimento futuro. 

A empatia, a colaboração, faz parte dessa socialização aguda que esperamos nos próximos meses e que como mencionado é comum após eventos semelhantes ao que vivemos hoje.

Dentre esses pilares, Richard G. Tedeschi destaca que os benefícios adquiridos com eles são vários. Ele menciona o fortalecimento na personalidade de cada um de nós, utilizando esse momento como um gatilho para o crescimento. Isso também pode ser aplicado a equipes e organizações. Os grupos geralmente passam por esses momentos com uma imagem mais clara de seu conhecimento coletivo, habilidades, resiliência e potencial de crescimento. 

Outro ponto relevante é o fortalecimento dos relacionamentos nesse períodos. Considerando que o distanciamento social ainda se faz presente, as trocas, interações, conversas, permanecem, mesmo que de maneira virtual, sendo mensagens, videoconferências, ou por telefone. 

Temos este artigo como exemplo, onde os autores, amigos de longa data, abordam de diferente vieses saberes do campo do empreendedorismo e da psicologia a fim de trocarmos sobre o que esses horizontes nos apresentam como possibilidades para superarmos períodos de crise, onde somos convidados a nos despir de muitos dos saberes que já havíamos construído.  

Neste sentido, Tedeschi (2020) influencia o contato social neste período, o  incentivo a comunicação mais frequente entre as pessoas, seja a nível pessoal, com amigos e familiares, ou nível profissional, com colegas e parceiros de trabalho. 

Este é um modo das pessoas se sentirem menos isoladas e perceberem que neste processo difícil de mudanças e sofrimento elas não estão sozinhas, têm com quem contar, ainda que com aqueles conectados a distância. A socialização pode ser um importante suporte nesse momento. 

Essa pandemia nos ensinou que o mundo real é mais prazeroso do que o  virtual. Alguns movimentos antes visto com tanta certeza no início da pandemia, demonstram que nem tudo é tão evidente quanto parece.

“Ficaremos em home office para sempre”, “Devolvemos todos os escritórios e os funcionários continuarão suas atividades de casa.” Passado os meses árduos (e que ainda permanecem), vemos um esgotamento de uma série infinita de videoconferências, calls para qualquer assunto, produtividade em queda, ansiedade nas alturas, angustias e aquela “saudade” de levantar da cadeira e “se perder” em 5 minutinhos no café com um colega de trabalho.

Agora nos perdemos nos horários, o almoço de repente já passou, o copo de água vazio por horas, o filho passando no corredor, o interfone que toca, dias que entramos no flow e mal vamos ao banheiro e aquela pergunta que volta e meia aparece no grupo do time: “vocês podem entrar numa call agora?” (independente se for 7:30 da manhã ou da noite). 

Quando podíamos estar perto das pessoas, muitas vezes optamos pela tela de um smartphone. Não negamos a importância da tecnologia em nossas vidas, mas esse desafio moderno nos levou a valorizar mais a conexão física entre as pessoas. O “nos abraçaremos em breve”, nunca fez tanta falta.

Viver em sociedade é de fato um dos maiores desafios que temos, considerando que os personagens desta história não seguem um roteiro e não tem chance para ensaiar. Talvez não estivéssemos realmente vivendo em sociedade nem sendo de fato uma humanidade. O mundo muda e a gente muda. A pergunta que fica: será que na velocidade necessária? 

Somos uma espécie dependente da cooperação. Para vencermos pandemias e períodos traumáticos, não podemos nos segregar, mas cooperar. 

Ainda pensando nas possibilidades a serem extraídas de momentos traumáticos podemos citar, com Tedeschi (2020), que as prerrogativas fundamentais para viver e trabalhar nesses período são valorizadas entendendo que, por maior que seja o medo dos novos processos, ainda existe algo que nos motiva diariamente.

O que nos diz a psicanálise?

E para a psicanálise? Quais seriam os caminhos possíveis para o enfrentamento do trauma?

Aqui encontramos um ponto comum entre a psicanálise freudiana e as diretrizes apresentadas por Tedeschi (2020) na medida em que Freud aposta, primeiramente na talking cure como método de tratamento dos sintomas. O que seria isso? Nada mais do que a aposta na palavra, no dizer para tratar o sintoma emergente de um contexto traumático. 

Para diluirmos a dor psíquica do trauma,a nível individual ou coletivo, devemos dizer sobre ele, buscando uma representação para aquilo que vivemos, afinal, o trauma, segundo a psicanálise, é exatamente aquilo que não ganhou uma representação no nosso psiquismo e assim, retorna compulsivamente atormentando nossos sonhos ou os nossos pensamentos diurnos. 

Até aqui Freud e Tedeschi (2020) dialogam, os dois reforçam suas apostas no dizer e na construção de narrativas para o enfrentamento do  trauma, mas nos parece que Freud não beberia da mesma água que Tedeschi em outros pontos, a começar pela “maneira assertiva” de dizer sobre o trauma, afinal, o trauma para o psicanalista é mesmo o que escapa às palavras, ele é, primordialmente, a falta de sentido. 

Assim, mais do que dizer de maneira correta ou assertiva sobre o trauma, a psicanálise possibilita ao sujeito dizer, da maneira como ele quiser e der conta, sobre o trauma, sobre o mal-estar que lhe acomete, longe de qualquer julgamento moral ou compromisso com a realidade dos fatos ou com a boa maneira. Importa para a psicanálise, no enfrentamento do trauma, escutar e acolher o que do evento permaneceu e se inscreveu sobre o psiquismo daquele sujeito

Essa breve passagem sobre a teoria psicanalítica e sobre a teoria psicológica científica já nos permitiu discernir que estes campos oferecem ao tratamento do trauma diferentes alternativas, certo? E ai? O que podemos inventar para lidar com o trauma? Tedeschi nos fornece algumas diretrizes: a aposta na busca por conhecimento, a reconstrução de nossos sistemas de crença, a regulação emocional, a construção de narrativas sobre os eventos traumáticos e o convívio social

Freud, por sua vez, enfatiza a falta constitutiva que se instaura pelo trauma e reforça que, mais do que tampona-la com qualquer diretriz, devemos enfrentá-la, construindo algo a partir desse vazio, como um vaso que se cria a partir de um buraco central. E você? Quais alternativas enxerga para si e para o seu negócio para esse período “pós traumático”? 

Sabemos que os eventos traumáticos pode acontecer a nível individual ou coletivo, atingindo também todo uma população ou um grupo. Aí o desafio que se faz ainda maior, afinal, cada um de nós reagirá de diferentes maneiras sobre o fato ocorrido. 

É preciso jogo de cintura e uma escuta atenta para poder incluir, na lida com os  grupos, algo da singularidade de cada um que o compõem, respeitando a forma como cada qual irá reagir à esse período e o que irá inventar a partir dele.  

Dentre os desafios desse período, um futuro de mudanças é possível, conforme expusemos, há desenvolvimento em tempos de crise, sem dúvidas são períodos que nos colocam a trabalho e nos demandam reinvenções constantes. 

Em alguns momentos ficam as reflexões sobre o que estamos passando e certamente não conseguiremos mais apagar estes momentos da nossa memória. Ainda em uma troca constante entre os autores deste artigo, acreditamos que por mais desafiador – e dolorido – que esteja sendo, crianças, jovens, adultos e idosos, mudaram a percepção sobre uma série de fatores e construirão novas jornadas, muitos deles, por diferentes caminhos, dos quais haviam planejado por tanto tempo.

Acreditamos que quando as narrativas individuais são compartilhadas e integradas à uma narrativa social, de tal forma que os eventos ocorridos possam ser reconhecidos não apenas como traumas sem representações ou possibilidades, mas como pontos de virada, a partir do qual podemos criar alternativas, será possível continuarmos nossa caminhada. 

Mantemos como suporte, no horizonte desse caminho, a possibilidade de nos reencontrarmos (esperamos que em breve fisicamente), mantendo assim a aposta no laço social e nas trocas, para que assim seja possível nos fortalecermos como agentes de mudança em direção ao mundo que queremos para todos nós. 

Artigo escrito “A 4 Mãos” com Amanda Malta (@amandalmalta)

Referência Bibliográficas: 

Freud, S. (1996). Hereditariedade e a etiologia das neuroses. In: Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (Vol. III, pp. 165-179). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1896b).

Tedeschi, R.G (2020) Growth After Trauma. In: Managing Yourself. July-August 2020 Issue.

Harari, Yuval Noah. Na batalha contra o coronavírus, faltam líderes à humanidade.  Trad. Odorico Leal. São Paulo: Companhia das Letras, 2020

Jakovljevic, M., Bjedov, S., Jaksic, N., Jakovljevic, I. 2020. COVID-19: Pandemia and public and global mental health from the perspective of global health security. Psychiatria Danubina, 32:6-14.