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Gestão Estratégica: conheça este método de gestão empresarial

A gestão estratégica de negócios é ideal para empresas que querem ser mais competitivas em seus segmentos.

gestao estratégica

Todas as organizações desejam atingir suas metas e objetivos, seja um grande player de telecomunicações, uma nova empresa de embalagens que atue a nível regional ou uma instituição de ensino sem fins lucrativos. O caminho não é fácil, mas quem sabe o que é gestão estratégica pode tomar alguns atalhos.

Prova disso vem de um estudo da Bain & Company. De acordo com este, a gestão estratégica esteve entre as 10 ferramentas de gestão mais utilizadas pelas empresas nos anos de 2000, 2014 e 2017, ocupando a seguinte posição e com o respectivo percentual de organizações que a utilizavam:

  • 2000: 1ª posição (76%)
  • 2014: 4ª posição (44%)
  • 2017: 1ª posição (48%)

Esses números nos mostram que mesmo ao longo de quase duas décadas, a gestão estratégica de negócios se manteve entre as principais ferramentas de gestão a nível global, com destaque para um índice de satisfação de 4,03 (em uma escala de 0 a 5) no ano de 2017, o que equivale a 80,6%.

Tal perenidade é um grande destaque, especialmente em um mundo que muda tão rápido. Porém, a eficiência da gestão estratégica fica ainda mais comprovada quando percebemos que essa disciplina foi originada nas décadas de 1950 e 1960, ou seja, segue firme e forte há mais de meio século.

Ainda de acordo com a Bain, os picos de adoção de planejamento e gestão estratégica por parte das empresas aconteceram principalmente em meados de 2005 e 2008. Porém, ainda que este uso já tenha sido maior, o índice de satisfação sempre esteve em torno de 80%, o que é excelente.

Passar a adotar o conceito de gestão estratégica pode ser um marco de sucesso em sua empresa, capaz de alçá-la a outro nível de competitividade, e você pode começar a fazer isso hoje mesmo.

Nos acompanhe na leitura para aprender o que precisa saber sobre planejamento e gestão estratégica, da definição à origem, vantagens e aplicações, além das diferenças entre os termos.

O que é gestão estratégica?

É a gestão dos recursos de uma empresa com o intuito de atingir as metas e objetivos que ela definiu.

A gestão estratégica envolve o seguinte: 

  • Definição de objetivos;
  • Análise do ambiente da concorrência;
  • Análise interna da organização;
  • Avaliação de estratégias;
  • Garantia de que a gestão implemente as estratégias em toda a organização.

Quem busca saber o que é gestão estratégica precisa entender que o conceito é dividido em diferentes escolas de pensamento, basicamente nos dois seguintes:

  • Abordagem prescritiva: traça como as estratégias devem ser desenvolvidas.
  • Abordagem descritiva: foca em como as estratégias já definidas devem ser colocadas em prática.

Essas escolas de pensamento diferem em relação ao fato de as estratégias serem desenvolvidas em um processo analítico, em que todas as ameaças e oportunidades são contabilizadas, ou mais como princípios gerais que conduzirão a organização quanto à aplicação.

Há vários fatores importantes que influenciam na forma como as organizações conseguem alcançar seus objetivos, como cultura organizacional, habilidades e competências dos colaboradores e estrutura organizacional.

Empresas pouco flexíveis podem ter mais dificuldades com a adoção da gestão estratégica, já que ela costuma demandar mudanças no ambiente de trabalho. Barreiras entre o desenvolvimento das estratégias e sua implementação pode dificultar a determinação de quais objetivos foram bem-sucedidos e quais não.

O que é planejamento estratégico?

É impossível falar de gestão estratégica sem falar sobre planejamento estratégico. Afinal, as duas etapas são indissociáveis para o sucesso dos planos propostos.

Como o nome indica, o planejamento estratégico consiste em um plano, que visa analisar onde a organização está agora e onde ela quer chegar em “X” tempo. É aqui que se traça o modus operandi do que a empresa irá fazer.

Quando o plano estiver concluído, então é chegada a hora de aplicá-lo efetivamente na organização, de modo que seja possível dizer aos colaboradores o que eles devem fazer e então, acompanhar o processo – isso é gestão.

Qual a diferença entre gestão e planejamento estratégico?

Em suma, podemos dizer que o planejamento é o “antes”, enquanto a gestão contempla o “durante”.

Em uma viagem, não dá para saber se você já está chegando ao seu destino se não souber para onde está indo. Neste exemplo, o planejamento seria a definição da rota, enquanto a gestão seria o acompanhamento do percurso.

Portanto, é impossível ter uma gestão estratégica eficiente sem um planejamento estratégico bem definido.

Qual é a origem do planejamento e da gestão estratégica?

A disciplina de gestão estratégica se originou nas décadas de 1950 e 1960. Ela se baseia em pensamentos e textos milenares sobre “estratégia”.

Inclusive, aqui é importante fazer uma consideração histórica. Na época em que a disciplina nasceu, o termo “estratégia” era usado principalmente para falar sobre guerra e política, não sobre negócios. Portanto, até a denominação “gestão estratégica” foi transformadora em seu tempo.

Os maiores nomes por trás de seu desenvolvimento foram os seguintes:

Peter Drucker

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Um dos maiores nomes por trás da gestão estratégica. Considerado o pai da administração (ou gestão) moderna, é o pensador mais reconhecido no que tange aos efeitos da globalização na economia em geral e também particularmente, nas organizações.

Drucker, nascido em 1909 e falecido em 2005, foi um teórico de gestão e autor de diversos livros sobre o tema, com uma carreira de cinco décadas.

Em um de seus livros mais famosos, “The Practice of Management”, ele trouxe várias questões estratégicas fundamentais sobre o tema, como a seguinte, em tradução livre:

“[…] A primeira responsabilidade da gestão de qualidade é fazer a pergunta ‘o que é o nosso negócio?’ e ter certeza de que ela será estudada cautelosamente e respondida corretamente.”

No mesmo livro, Peter também criou o termo “Management by Objectives” (MBO), traduzido como “Gestão por Objetivos”. Este conceito motivou Andrew Grove, um dos maiores gestores do século XX, a desenvolver o conceito de OKR (“Objectives and Key Results, ou Objetivos e Resultados-Chave).

Philip Selznick

philip selznick

Em 1957, ele usou o termo “competência distintiva” para se referir ao modo como a Marinha estava tentando se diferenciar dos outros serviços.

Ele também formalizou a ideia de combinar os fatores internos da organização com circunstâncias do ambiente externo, ideia que foi mais desenvolvida por Kenneth R. Andrews, em 1963, e que é conhecida hoje como “Análise SWOT”.

Alfred Chandler

Alfred Chandler

Reconheceu a importância de coordenar as atividades de gestão sob uma estratégia abrangente.

Ele também enfatizou a importância de uma perspectiva de longo prazo ao olhar para o futuro. Em seu livro “Strategy and Structure: Chapters in the History of the American Industrial Enterprise”, ele mostrou que uma estratégia coordenada de longo prazo era necessária para dar estrutura, direção e foco a uma organização.

Ele resumiu de maneira concisa: “a estrutura segue a estratégia”.

Igor Ansoff

Igor Ansoff

Baseou-se no trabalho de Chandler adicionando conceitos e inventando um vocabulário. Ele desenvolveu uma grade que comparava estratégias para penetração de mercado, desenvolvimento de produto, desenvolvimento de mercado, integração horizontal e vertical e diversificação.

Ele sentiu que a gestão poderia usar a grade para sistematicamente se preparar para o futuro.

No clássico “Corporate Strategy”, ele desenvolveu a “Gap Analysis” para esclarecer a lacuna entre a realidade atual e os objetivos propostos, além de desenvolver o que ele chamou de “ações de redução de lacunas”, em tradução livre.

Ansoff ainda escreveu que a gestão estratégica tem três partes:

  • Planejamento estratégico;
  • Habilidade de transformar os planos em realidade;
  • Habilidade de gerenciar a resistência interna da própria empresa contra as mudanças.

Bruce Henderson

Bruce Henderson gestao estrategica

Fundador do Boston Consulting Group, escreveu sobre o conceito de curva de aprendizagem em 1968, seguindo um trabalho que iniciou em 1965. A curva de aprendizagem refere-se à hipótese de que os custos de produção unitária caem de 20% a 30% a cada vez que a produção cumulativa dobra.

O conceito suportou o argumento para atingir uma maior participação de mercado e economia de escala.

Michael Porter

Michael Porter

O acadêmico escreveu, em 1980, que as empresas precisam fazer escolhas sobre seu alcance e o tipo de vantagem competitiva que querem atingir, seja por meio da redução de custos ou da diferenciação.

A ideia da estratégia focar em indústrias e consumidores em particular, com diferentes ofertas, foi um afastamento do paradigma estratégico influenciado pela curva de aprendizagem, que era focada em maior escala e menor custo.

Porter revisou o paradigma estratégico novamente em 1985, escrevendo que o desempenho superior dos processos e atividades desempenhadas pelas organizações como parte de sua cadeia de valor é a base da vantagem competitiva, delineando assim uma visão de processo estratégico.

Quais são os maiores nomes no campo da gestão estratégica?

Vicente Falconi
Vicente Falconi

Além dos que mencionamos anteriormente, que estão ligados ao desenvolvimento deste modelo de gestão, temos também outros grandes nomes, como Andy Groove, ex-presidente da Intel, e o brasileiro Vicente Falconi, fundador da Falconi e referência em gestão a nível nacional.

Quais são os benefícios do planejamento estratégico e da gestão estratégica?

Os conceitos são altamente benéficos, o que ajuda a entender porque são tão adotados por companhias de todo o mundo. Algumas das vantagens que se destacam são as seguintes:

Aumentar a eficiência operacional

O planejamento estratégico oferece à gestão um mapa para alinhar as atividades funcionais da organização para que ela atinja seus objetivos.

Ele conduz as discussões sobre gestão e os processos de tomada de decisão ao determinar os recursos e o orçamento necessário para cumprir um conjunto de objetivos e, assim, aumentar a eficiência operacional.

Ter uma melhor comunicação com a equipe

O planejamento estratégico incentiva a uma melhor comunicação em equipe, já que os colaboradores, vendedores e outros profissionais estarão envolvidos com o crescimento do negócio diariamente.

Os colaboradores, inclusive, são uma parte essencial no crescimento do negócio, e seu feedback durante o planejamento estratégico ajuda a ter insights diretos de quem está na linha de frente.

Permitir que as organizações sejam proativas ao invés de reativas

Um bom planejamento estratégico permite que as organizações prevejam seu futuro e, assim, se preparem de acordo. É possível antecipar certos cenários desfavoráveis antes que eles aconteçam e tomar as ações necessárias para evitá-los.

Ao ser proativa, a organização pode acompanhar as tendências que mudam constantemente no mercado e, assim, estar um passo adiante da concorrência.

Conseguir identificar as forças da organização mais facilmente

Uma das maiores vantagens do planejamento e gestão estratégica é a habilidade de analisar um negócio de maneira mais concisa, o que inclui identificar e examinar as forças de um negócio, como atendimento ao cliente ou marketing online, e como elas podem ser usadas para ajudar a organização a atingir seus objetivos.

A partir do momento que a empresa souber e conhecer suas forças, essa informação pode ser usada como uma oportunidade para melhorar os negócios e minimizar alguns riscos.

Definir um senso de direção

Por meio do planejamento e gestão estratégica, a empresa sabe qual direção deve tomar e, assim, consegue estabelecer objetivos realistas e metas que estejam alinhadas com sua visão e missão.

O planejamento estratégico oferece uma base fundamental a partir da qual as organizações podem crescer, avaliar seu sucesso, compensar seus colaboradores e estabelecer limites para a tomada de decisões eficientes.

Ajudar a aumentar a participação de mercado e a lucratividade

Por meio do planejamento estratégico, as organizações podem conseguir insights valiosos sobre tendências de mercado e segmentos dos consumidores, bem como produtos e serviços capazes de afetar positivamente seu sucesso.

Uma abordagem focada e com uma estratégia bem definida para transformar todas as vendas e esforços de marketing nos melhores resultados possíveis pode ajudar a aumentar tanto a lucratividade quanto a participação de mercado.

Aumentar a durabilidade do negócio

O conceito de negócios é um tanto quanto tumultuado: eles podem fazer um sucesso estrondoso em um ano, mas fechar no vermelho no ano seguinte.

Com indústrias e mercados mundiais que mudam constantemente, organizações que não possuem foco, visão de futuro e uma base sólida provavelmente terão problemas nas próximas oscilações.

Quais são os estágios do planejamento estratégico?

A partir do momento que uma empresa embarca na criação de um planejamento estratégico, vários métodos de execução podem ser aplicados. Gestores, executivos e acionistas envolvem-se em diversos estágios ou fases do planejamento, e os seguintes são os mais comuns:

  • Análise e avaliação: a equipe de gestão (e todos os acionistas, se possível) avaliam as influências internas e externas na organização.
  • Articulação estratégica: os acionistas desenvolvem o planejamento de alto nível e o planejamento básico, de nível organizacional.
  • Ação baseada no planejamento: os acionistas transformam o planejamento de alto nível em operações e ações.
  • Avaliação e refinamento: os gestores avaliam e refinam a cultura, o desempenho, a comunicação e os benchmarks de relatórios de dados.

Como implementar gestão estratégica em 11 passos

Depois de aprender tanto sobre planejamento e gestão estratégica, chegou a hora de aprender como aplicar a gestão estratégica em sua organização.

Embora não haja um modelo engessado e imutável para sua aplicação, é possível se basear em alguns passos importantes para o planejamento e a execução, como os seguintes, retirados de um artigo da Indeed:

#1 – Estude o mercado como um todo

É importante pesquisar sobre seus concorrentes, como eles foram fundados e determinar quais táticas eles estão usando em sua abordagem.

Sua organização também deve identificar os preços médios dos produtos e serviços praticados por ela e as médias de preços dos concorrentes.

Outro ponto importante a se pesquisar é sua base de clientes, identificando os tipos de produtos e serviços que a clientela demanda.

Por fim, considere estudar as tendências econômicas como um todo e de que forma elas afetam o mercado.

#2 – Faça uma análise SWOT

A análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats, ou Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças), também chamada de análise FOFA ou FFOA, traz uma visão panorâmica sobre o seu negócio.

Ela ajuda a avaliar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças à sua base de clientes, equipe, lucratividade, posicionamento de mercado e produtos.

Alguns fatores indicadores que podem ajudar a completar uma análise SWOT incluem o seguinte:

  • Examinar as forças e fraquezas da sua equipe, do posicionamento de mercado da sua empresa e dos recursos financeiros.
  • Avaliar seus canais de vendas e determinar quais deles estão incompletos.
  • Avaliar a qualidade dos seus produtos ou serviços determinando o nível percentual de reclamações dos clientes e avaliações positivas.
  • Pesquisar suas oportunidades de negócios. Com isso, você pode descobrir brechas e caminhos para entrar em mercados complementares ou levantar fundos para lançar um novo produto ou serviço.

#3 – Defina os objetivos do seu negócio

Determine quais passos ou mudanças sua empresa precisa implementar para cumprir sua missão e visão.

Considere examinar mudanças nos produtos, estratégias de vendas e de marketing, recursos financeiros e a cultura corporativa.

Essas avaliações, então, podem ser usadas para definir objetivos apropriados que ajudarão no crescimento e desenvolvimento do seu negócio.

Uma dúvida comum é saber em quais áreas os objetivos devem ser definidos. Peter Drucker sugere oito áreas, que são as seguintes:

  • Posicionamento de mercado: objetivos que indicam onde a organização gostaria de estar em relação aos concorrentes.
  • Inovação: objetivos que indiquem seu comprometimento em relação ao desenvolvimento de novos métodos operacionais.
  • Produtividade: objetivos que indiquem os níveis desejados de produção.
  • Recursos físicos e financeiros: objetivos que tratam do uso, da aquisição e da manutenção de capital e recursos monetários.
  • Lucratividade: objetivos que especifiquem o lucro que a empresa gostaria de gerar.
  • Desempenho gerencial e desenvolvimento: objetivos que especifiquem os índices de produtividade de gestão e desenvolvimento.
  • Desempenho e atitude do trabalhador: objetivos que especificam os índices de produtividade dos colaboradores, bem como atitudes desejáveis para eles.
  • Responsabilidade pública: objetivos que indiquem as responsabilidades da empresa para com seus clientes e a sociedade, além de até que ponto a organização pretende cumprir tais responsabilidades.

Com essas recomendações do pai da gestão moderna, a definição dos objetivos será ainda mais fácil e assertiva.

#4 – Desenvolva objetivos por departamento

Provavelmente, será necessário escolher objetivos para diferentes equipes, como projetos, vendas, marketing, finanças e recursos humanos.

Considere definir pequenos objetivos para, mais adiante, atingir metas maiores, como focar em estratégias de comunicação ou exercícios de formação de equipes para aumentar a moral dos colaboradores para o setor de recursos humanos.

#5 – Defina objetivos de curto prazo

Determine a meta final que você deseja atingir conforme se segue o plano estratégico. Então, trabalhe em sentido contrário a partir daquela meta para identificar os objetivos principais ou marcos que seu plano precisará focar para atingir os resultados finais.

Esses objetivos principais podem ser usados como pequenas metas a serem inseridas no desenvolvimento do plano estratégico.

Por exemplo: uma meta de curto prazo de converter mais leads das mídias sociais pode ser um objetivo de curto prazo que contribui mais adiante para a meta de longo prazo de aumentar o número total de vendas online.

#6 – Identifique as necessidades de pessoal, orçamento e financiamento

Determine um plano corporativo centralizado, uma estrutura organizacional e um orçamento.

Você pode avaliar se tem as finanças necessárias para lançar novos produtos e, assim, atingir suas metas gerais de vendas. Se a avaliação mostrar que você precisará de mais recursos, pense em como irá levantar esses fundos ou ajuste as metas para que estejam mais atingíveis em relação ao seu atual estado financeiro.

#7 – Identifique quais KPIs serão acompanhados

Identifique todos os KPIs que você pode acompanhar para lhe ajudar a avaliar se os objetivos principais estão sendo atingidos em seu planejamento estratégico.

Por exemplo, você pode acompanhar as vendas totais e outros KPIs complementares, como o número de visitantes ao site da empresa, o número de visitantes que preenchem o formulário de contato ou o número de propostas enviadas, por exemplo.

#8 – Identifique as necessidades dos seus clientes

Examine o seu setor de mercado para determinar se ele está crescendo ou encolhendo, quais necessidades estão sendo atingidas por seus concorrentes ou se há uma nova necessidade de mercado que os produtos e serviços de sua empresa podem atender.

Você também pode avaliar suas estratégias de marketing para determinar quais métodos estão trazendo os melhores resultados e, então, fazer os devidos ajustes.

#9 – Identifique e avalie seus concorrentes

Determine quem são seus concorrentes e avalie em quais caminhos eles são bem-sucedidos. Você também pode pesquisar o mercado para identificar tendências que influenciam no sucesso de um concorrente, usando posteriormente esses dados para implementar e desenvolver estratégias para partir na frente deles.

Se o seu concorrente oferece serviços de consultoria, você pode pensar em como eles precificam seus pacotes, se eles oferecem descontos sazonais ou pontos de indicação aos seus clientes, por exemplo.

Essa informação pode ser crucial no desenvolvimento de um planejamento estratégico de negócios, já que oferece insights valiosos em como você pode posicionar melhor sua organização para que ela atinja os objetivos propostos.

#10 – Indique quais colaboradores precisarão atingir objetivos

Identifique todo e qualquer colaborador que pode estar envolvido em seu planejamento estratégico para atingir suas metas.

Avalie e monte os times que você precisará que trabalhem nos diferentes estágios do processo.

Junto a isso, pense se você precisará aumentar o tamanho de alguma equipe, seja ela de vendas, marketing, gestão de projetos ou finanças.

Além disso, você também pode determinar se precisará contratar novos colaboradores ou contar com empresas terceirizadas para concluir seu projeto.

#11 – Avalie os resultados financeiros

Avalie e analise os resultados de cada iniciativa. Identificar projetos individuais dentro das metas gerais ajudará a determinar quantos colaboradores e quais pontos de preço focar de modo a atingir suas metas de vendas.

Exemplo de implementação de planejamento e gestão estratégica

Mesmo depois de uma boa explicação, nada melhor que um exemplo para ajudar a consolidar sua aprendizagem sobre gestão estratégica. Ele também foi retirado do artigo da Indeed que mencionamos anteriormente e mostra como este conceito é amplo e aplicável em várias situações.

A “Flores que Brotam” é um negócio de flores que precisa de um novo plano estratégico para os próximos cinco anos. A empresa irá implementar um planejamento estratégico para ajudar a atingir suas metas, além de aumentar sua lucratividade.

Assim que a Flores que Brotam entra nos estágios do planejamento estratégico, os proprietários e os acionistas determinam que um novo plano deveria ser implementado ao invés de atualizar o plano atual.

A estratégia da Flores que Brotam deve refletir completamente as mudanças do mercado. O novo plano incluirá metas e as etapas de ação necessárias para atingir tais metas.

Missão e meta de negócios

A Flores que Brotam irá avaliar o clima econômico atual e como isso afeta os negócios para aplicar estratégias para aumentar suas vendas online e, assim, melhorar seus resultados financeiros.

Usando dados passados e atuais de registros de vendas online, analisando os concorrentes e fornecedores e encontrando novas oportunidades para seus negócios, a Flores que Brotam aumentará sua receita geral.

Implementando a análise SWOT

A Flores que Brotam usará dados descobertos em sua visão geral sobre o ambiente interno e externo da empresa e usará esses dados para completar uma análise SWOT.

Baseado nesta análise, a empresa pode definir alguns objetivos estratégicos, como aumentar o faturamento, gerenciar os custos e variar os fluxos de produtos e de receita.

Analisando o mercado para a gestão estratégica

Os concorrentes da Flores que Brotam incluem outros negócios de arranjos florais que fornecem arranjos comestíveis para o mercado. A empresa iniciará um novo plano de desenvolvimento de produto para incluir arranjos comestíveis à atual linha de produtos para atender as demandas dos clientes no mercado.

Identificando e acompanhando os KPIs

A Flores que Brotam descobriu que precisa diversificar seus produtos para estar de acordo com as sempre mutáveis demandas dos consumidores para arranjos comestíveis. Esta é uma mudança de longo alcance que afetará a maioria dos setores da empresa.

A Flores que Brotam analisará KPIs críticos, como total de vendas online por indicação de suas campanhas nas mídias sociais e as vendas e funis de marketing usados para direcionar os clientes ao e-commerce da empresa.

Membros envolvidos

  • Proprietários da Flores que Brotam: Leonardo Ponso e Tábata Gaspar
  • Gerentes de produção: Rafael Gaspar, Rafael Santos, Sandra Assay e Geordy Lopes
  • Parceiros investidores: Eliane Araújo, da Barella & Barella Investimentos; Simone Moreira, da Belos Campos Ltda.; e Claudinet Aparecido, da Capital Criativo S.A.

Avaliação financeira

A Flores que Brotam aceitará financiamentos para a criação de novos produtos. Além disso, a empresa procurará por oportunidades para expandir seu alcance de mercado em 28% para aumentar suas vendas totais em 15% e, assim, atingir a meta de faturamento até a data definida.

Planejamento e gestão estratégica: um poderoso modelo de gestão

Com um alto nível de adoção e aceitação, mesmo com uma história que se iniciou na década de 1950, planejamento e gestão estratégica são conceitos capazes de ajudar sua organização a atingir as metas desejadas de uma maneira mais controlada e organizada, seja ela com fins lucrativos ou não.

Você já sabia o que é gestão estratégica? Tem algo que queira compartilhar conosco? Deixe sua opinião nos comentários.