Gestão

O que é gestão? Conheça as principais metodologias e mais

Uma boa gestão é indispensável para que qualquer empresa atinja o sucesso, seja um negócio de família ou uma multinacional.

O QUE É GESTAO

Você sabe o que é gestão? A pergunta pode parecer simples, especialmente para quem já atua como gestor ou é responsável pela tomada de decisões em seus negócios, mas o conceito é muito mais amplo do que normalmente conseguimos definir de imediato.

Uma empresa sem gestão é como um barco sem leme (o “volante” do barco): ainda que ele já esteja no meio do oceano, nada impede que afunde a qualquer momento.

Porém, ter uma gestão incompleta ou deficitária não é suficiente, já que isso pode limitar significativamente o controle que os gestores têm sobre aquele negócio. Para atingir o sucesso, a gestão deve ser feita com excelência.

Se deseja aprender sobre gestão, seja você o dono de um pequeno negócio, o colaborador de uma grande empresa que quer assumir uma posição estratégica ali ou alguém interessado em empreender, acabou de vir ao lugar certo, pois iremos esmiuçar este assunto e trazer o que precisa saber para atingir o sucesso.

O que é gestão?

Gestão é um conjunto de princípios relacionados às funções de planejar, organizar, dirigir e controlar uma companhia, além da aplicação desses princípios no aproveitamento de recursos físicos, humanos, financeiros e informacionais de maneira eficiente e efetiva para, assim, atingir os objetivos da empresa.

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Como este é um conceito amplo e que pode ser analisado de diferentes formas, nós separamos a definição de gestão por diferentes autores. Confira:

Trabalhar com recursos humanos, financeiros e físicos para atingir os objetivos organizacionais ao executar as funções de planejamento, organização, liderança e controle.” (Tradução livre)

Gestão é um processo de solução de problemas para efetivamente atingir os objetivos organizacionais por meio do uso eficiente de recursos escassos em um ambiente em mudança.” (Tradução livre)

  • Robert Kreitner e Charlene Cassidy; “Management

Gestão é uma arte de saber o que fazer e quando fazer e ver que aquilo foi feito da melhor e mais barata forma possível.” (Tradução livre)

Gestão é uma arte de fazer as coisas serem feitas por meio de pessoas organizadas em grupos formais e também com elas. É uma arte de criar um ambiente em que as pessoas possam atuar e os indivíduos possam cooperar para a realização dos objetivos do grupo.” (Tradução livre)

Gerenciar é prever e planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar.” (Tradução livre)

Cada especialista e referência no assunto pode definir o que é gestão de uma maneira diferente, de acordo com suas próprias experiências e percepções, mas o fio condutor sempre passa por trabalhar com os recursos disponíveis da maneira mais eficiente possível para atingir os objetivos esperados.

A gestão através dos tempos

É difícil cravar qual é a origem da gestão, já que este é um ponto que pode ser analisado de diferentes formas. Porém, podemos voltar um pouco na história para tentar encontrar alguns fatores que podem ter contribuído para a concepção de gestão que temos hoje.

Gestão nos tempos antigos

Alguns enxergam a gestão como um conceito pós-moderno. Nesses termos, ela não poderia ter uma história pré-moderna, apenas prenúncios.

Outros, porém, detectam um pensamento similar à gestão entre os comerciantes sumérios e os construtores das pirâmides do Antigo Egito.

Porém, o que não podemos negar é que uma série de inovações trouxeram ferramentas para gestão, planejamento e controle, como a popularização do sistema numérico hindu-arábico (dos séculos V a XV) e a codificação do Método das Partidas Dobradas (ou Método Veneziano, 1494).

Gestão pós-revoluções industriais

Posteriormente, com as mudanças nos ambientes de trabalho causadas pelas revoluções industriais, nos séculos XVIII e XIX, as teorias e práticas militares contribuíram para abordagens de gestão a serem aplicadas nas fábricas, que passaram a ser tão populares.

Economistas clássicos, como Adam Smith (1723 – 1790) e John Stuart Mill (1806 – 1873), trouxeram um pano de fundo teórico para a alocação de recursos, os processos produtivos e a precificação.

Ao mesmo tempo, inovadores como Eli Whitney (1765 – 1825), James Watt (1736 – 1819) e Matthew Boulton (1728 – 1809) desenvolveram elementos de produção técnica, como padronização, procedimentos de controle de qualidade, contabilidade de custos, intercambialidade de peças e planejamento.

Gestão no século XX

Com a chegada do século XX, a necessidade de gestores habilidosos e treinados tornou-se evidente. Com isso, os departamentos pessoais começaram a expandir rapidamente.

De acordo com o livro “A Delicate Experiment: The Harvard Business School, 1908-1945”, de Jeffrey L. Cruikshank, a educação sobre gestão formal passou a ser um padrão em faculdades e universidades.

Já o artigo “A ‘Good Mixer’: University Placement in Corporate America, 1890–1940”, de Cristina V. Groeger, menciona que as faculdades e universidades aproveitaram a necessidade das empresas para sua capitalização, formando escolas de negócios e departamentos corporativos.

É também a partir daí que surgem alguns dos maiores nomes da gestão a nível global, e é sobre eles que falaremos a seguir.

Grandes nomes da gestão empresarial

Todos os nomes que mencionamos na origem da gestão foram importantes para o desenvolvimento deste conceito e sua popularização entre as empresas. Porém, a seguir, vamos destacar alguns nomes muito importantes da gestão mais moderna, que impactaram (e impactam) diretamente no cenário atual.

Além do nome de cada um e do período em que viveram, nós também destacamos os conceitos de gestão defendidos por cada um deles.

Douglas McGregor (1906 – 1964): Teoria X e Y

Douglas McGregor gestao

Em 1960, Douglas McGregor se baseou nas ideias do trabalho em equipe dos Estudos de Hawthorne (explicados abaixo). Ele, então, publicou o livro “The Human Side of Enterprise”, onde apresentou dois tipos de gestão: a “Teoria X” e a “Teoria Y”.

A Teoria X está relacionada ao autoritarismo. Tais gestores possuem uma visão negativa de seus colaboradores, acham que as pessoas não estão motivadas e só ficarão se forem pressionadas.

Gestores da Teoria X acreditam que precisam arrastar os funcionários junto com eles para que a empresa atinja seus resultados.

Já a Teoria Y, por sua vez, foi construída diretamente dos estudos de Mayo. Esses gestores possuem uma abordagem muito melhor com seus colaboradores, acreditando que o trabalho em equipe leva a melhores resultados.

Além disso, eles encorajam o desenvolvimento profissional e delegam mais responsabilidades aos seus colaboradores, com o desejo de ver a iniciativa, a qual, por sua vez, constrói uma cultura positiva.

McGregor, então, defendia que a Teoria Y era a melhor escolha, o que está de pleno acordo com os modelos modernos de gestão.

Elton Mayo (1880 – 1949): Teoria das Relações Humanas

Elton Mayo RH Gestão

Os outros conceitos de gestão aqui mencionados baseiam-se no princípio de que o dinheiro é a principal influência no desempenho dos colaboradores. Porém, Mayo mudou um pouco essa relação.

Por cinco anos, ele estudou sobre os colaboradores de uma fábrica da Western Electric Company, em Chicago. Seu foco ficou nas condições do ambiente de trabalho e em como isso afetava a produtividade.

Seu estudo, que ficou conhecido como “A Experiência de Hawthorne”, concluiu que os relacionamentos são um fator chave para os colaboradores. Quando se sentiam parte de um time, as pessoas eram mais produtivas. Isso, então, ficou conhecido como “O Efeito Hawthorne”.

O trabalho de Mayo criou as bases para o foco no trabalho de equipe hoje presente nas teorias mais atuais de gestão. Ele foi o primeiro a provar que as pessoas certas, no lugar certo, são mais produtivas.

A partir de seu trabalho, Mayo criou a “Teoria das Relações Humanas”.

Frederick Winslow Taylor (1856 – 1915): Administração Científica (ou Taylorismo)

Frederick Winslow Taylor adm gestão

Frederick Taylor foi um dos primeiros proponentes da teoria da gestão. O engenheiro mecânico foi o autor de “Princípios de Administração Científica”, livro muito marcante.

Basicamente, essa teoria visa simplificar os trabalhos. Ao manter as coisas simples, Taylor afirmava que a produtividade melhoraria.

Além disso, ele também dizia que gestores e colaboradores precisavam trabalhar juntos, ideia até então nova na história da gestão. À época, os gestores apenas davam as ordens e esperavam que os colaboradores entregassem o combinado.

Não havia qualquer tipo de padronização ou ciência, o que de acordo com Taylor, levava a colaboradores improdutivos. Por isso, ele propôs a criação de métodos científicos que permitissem que a produção fosse a mais eficiente possível, com os mesmos métodos disponíveis para todos os colaboradores.

Ele também criou os quatro princípios da gestão, que são os seguintes:

  1. Use métodos científicos para determinar a maneira mais eficiente de concluir uma tarefa.
  2. Monitore os colaboradores para determinar o desempenho. Isso envolve oferecer orientação para os que não são tão eficientes quanto necessário.
  3. Delegue aos colaboradores trabalhos que estejam de acordo com suas habilidades e níveis de motivação. Então, treine-os para atingir máxima eficiência.
  4. Gestores devem focar no planejamento e na melhoria profissional. Colaboradores devem focar nas tarefas delegadas a eles.

Alguns princípios não sobreviveram com o passar do tempo, com destaque para o último, que não abre caminhos para o desenvolvimento profissional dos colaboradores. Porém, a questão da eficiência é algo muito procurado até hoje.

Jules Henri Fayol (1841 1925): Teoria Clássica da Administração

Jules Henri Fayol

Henri Fayol estava ativo no mesmo período que Taylor. Sua carreira começou em uma empresa francesa de mineração aos 19 anos, da qual ele se tornou o diretor com o passar do tempo, gerenciando mais de 1.000 pessoas.

Fayol foi o autor do livro “Administração Industrial e Geral: Previsão, Organização, Comando, Coordenação e Controle” e criou nada menos que 14 princípios da gestão, especialmente focados na gestão administrativa. São eles:

  1. Divisão do trabalho
  2. Autoridade e responsabilidade
  3. Disciplina
  4. Unidade de comando
  5. Unidade de direção
  6. Subordinação do interesse individual
  7. Remuneração
  8. Centralização
  9. Cadeia escalar
  10. Ordem
  11. Equidade
  12. Estabilidade
  13. Iniciativa
  14. Esprit de Corps (algo como a cultura organizacional que temos hoje)

Uma diferença importante foi que Fayol desenvolveu esses princípios já tendo trabalhado também como um colaborador, o que deu a ele a expertise necessária. Porém, ele focava menos na ciência e mais na criação de uma estrutura corporativa eficiente.

Mesmo depois de tanto tempo, seus princípios de gestão concordam com muito do que as empresas procuram.

Ludwig von Bertalanffy (1901 – 1972): Teoria Geral de Sistemas

Ludwig von Bertalanffy

Ludwig von Bertalanffy era um biólogo, cuja teoria está mais relacionada à biologia do que à gestão propriamente dita, mas seu trabalho durante a década de 1940 foi essencial para a história da gestão.

Ele defendia que todos os sistemas são as somas de suas partes. Na biologia, nosso corpo é um claro exemplo: os órgãos, músculos e ossos se combinam, junto com tudo mais que há no corpo, para criar um todo.

Mesmo que um órgão ou músculo individualmente não seja produtivo, a combinação leva a um corpo eficiente.

Isso deixa claro como o princípio também se aplica à gestão. Afinal, várias organizações contam com muitos departamentos, cada um deles com pessoas, sendo que cada uma delas tem suas responsabilidades.

Se um departamento não carregar o seu próprio peso, toda a empresa sofre. Às vezes, se uma única pessoa falhar em seu trabalho, outras podem ser prejudicadas.

Além disso, von Bertalanffy também defendia que cada elemento em um sistema reage ao seu ambiente. Logo, influências externas podem afetar seu funcionamento, o que se relaciona tanto com ambientes tóxicos quanto enfatiza como os problemas pessoais podem afetar a motivação dos colaboradores.

Max Weber (1864 – 1920): Teoria da Burocracia

Max Weber

Weber se baseou na teoria de Taylor. Ele defendia princípios semelhantes e acreditava que todos os gestores deveriam criar correntes de comando.

A teoria da burocracia de Weber defende o seguinte:

  • Registros detalhados em todos os níveis de uma organização.
  • Colaboradores devem ter papéis claros em seu trabalho, de modo que possam manter o foco.
  • Todas as organizações devem ter hierarquias claras.
  • Padronização de procedimentos comuns.
  • As organizações devem apenas contratar colaboradores com características que estejam de acordo com o trabalho em questão.

Este último ponto tocou em um aspecto importante nos negócios modernos. Weber acreditava que contratar de acordo com as aptidões envolvia a procura por colaboradores com as habilidades corretas.

Hoje nós sabemos que não é apenas isso que conta, pois não se pode deixar de considerar a personalidade dos candidatos, a qual deve estar de acordo com a cultura da empresa. Ainda assim, seu trabalho foi muito importante.

Peter Drucker (1909 – 2005): Administração Moderna

Peter Drucker

A participação de Peter Drucker é tão importante que ele é considerado o pai da administração (ou gestão) moderna.

Sua teoria de gestão engloba vários conceitos modernos, como os seguintes:

  • Descentralização: Drucker acreditava que os colaboradores deveriam ter valor e poder, com vozes e opiniões que importam para os gestores. Ele defendia a delegação de tarefas inspiradoras, recompensar os colaboradores da linha de frente com responsabilidades e a união dos supervisores e de seus subordinados para atingir os objetivos em comum da organização.
  • Trabalho de conhecimento: os trabalhadores do conhecimento são aqueles cujos trabalhos demandam o manejo ou o uso de informações, como engenheiros e analistas. Drucker dava muito valor a quem solucionava problemas e pensava com criatividade, querendo criar uma cultura de profissionais que não apenas entregam trabalho, mas também ideias.
  • Desenvolvimento da força de trabalho: os gestores tinham que melhorar e desenvolver tanto a si próprios quanto aos outros membros da equipe. Drucker dava muito valor ao desenvolvimento externo.
  • Responsabilidade social corporativa: ao invés de olhar para os negócios como entidades discretas, Drucker olhava para eles como componentes de um sistema social maior. Assim, as empresas também deveriam se ver como parte de uma comunidade e tomar decisões pensando nisso.
  • Cultura organizacional: seja positiva ou negativa, as empresas sempre tiveram culturas. Porém, Drucker esteve entre os primeiros a propor que os gestores poderiam – e deveriam – moldá-las, como disse em seu livro “Management: Tasks, Responsibilities, Practices”: “O espírito de uma organização é criado do topo.”
  • Experiência do usuário: Drucker insistia que o real propósito das empresas deveria ser criar consumidores. Ao enxergar as operações e oportunidades de negócios por esse ponto de vista, ele estabeleceu um predicado para as empresas focadas em seus consumidores, como Apple, Zappos e muitas outras.

Leia também: O que é Customer Experience?

Vicente Falconi (1940 – hoje): Gerenciamento Pelas Diretrizes

Vicente Falconi

Para fechar a lista, trazemos Vicente Falconi, um brasileiro que é referência em gestão no país. Ele já publicou os seguintes livros na área de Gestão Empresarial, os quais venderam mais de um milhão de exemplares.

  • O Verdadeiro Poder
  • Gerenciamento Pelas Diretrizes
  • TQC – Controle da Qualidade Total no Estilo Japonês
  • O Valor dos Recursos Humanos na Era do Conhecimento
  • Qualidade Total – Padronização de Empresas
  • Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia a Dia

Todos são ótimos livros, mas destacamos o “Gerenciamento Pelas Diretrizes” (GPD), que ganhou força aqui no Brasil e pode gerenciar metas da formulação estratégica e metas setoriais, além de orçamentos tradicionais e matriciais.

Falconi é um “guru” da gestão no Brasil e já esteve envolvido com os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, sócios da AB InBev e da Kraft Heinz.

Quais são os tipos de gestão?

Gestão é um conceito mais geral, mas que pode ser dividido em diferentes tipos, todos dentro do mesmo “guarda-chuva”, mas com abordagens específicas.

Os principais tipos de gestão são:

Gestão de inovação

A inovação nunca esteve tão presente no meio corporativo quanto hoje. O termo aparece em todos os lugares, dos noticiários às redes sociais, e do ponto de vista econômico, o conceito está relacionado a algo novo que traz benefícios para uma organização ou sociedade.

A gestão de inovação, portanto, é a promoção sistemática de inovações nas empresas, o que inclui tarefas de planejamento, organização, gestão e controle, lidando com todas as medidas para promover o novo dentro daquela organização, como o seguinte:

  • Produtos e serviços melhores, para se destacar em relação à concorrência;
  • Novos produtos e serviços, para conquistar mercados diferentes;
  • Melhoria de processos internos para fortalecer a empresa internamente ou cortar custos;
  • Desenvolvimento de novos modelos de negócios para explorar novas fontes de renda.

Gestão de logística

A gestão de logística é a etapa da cadeia de suprimentos que planeja, implementa e controla o fluxo e o armazenamento eficiente e efetivo de bens, serviços e informações relacionadas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, de modo a atender as demandas dos clientes.

A finalidade da gestão de logística é focar no gerenciamento de operações diárias relacionadas ao produto final da organização. O principal objetivo é alocar a quantidade correta de recursos no tempo certo, além de garantir que eles cheguem ao destino em boas condições, entregando-os ao consumidor final.

Gestão de marketing

A gestão de marketing refere-se às estratégias, ferramentas e análises usadas na promoção de um negócio. As empresas usam técnicas de gestão de marketing para identificar oportunidades de crescimento e conectá-las aos mercados apropriados.

Tal gestão coordena os esforços em anúncios entre todas as plataformas para promover a imagem da marca e capturar quantos consumidores em potencial for possível.

A gestão de marketing também passa por refletir no impacto de campanhas de marketing e esforços passados para atingir ao público usando feedback dos clientes e tendências de negócios para ajustar o plano de marketing da organização.

Gestão de mudanças

Gestão de mudanças é a disciplina que guia a preparação, a equipagem e o suporte dos indivíduos para que estes possam adotar mudanças de maneira bem-sucedida, de modo a atingir assim o sucesso e os resultados desejados na organização.

Mesmo que cada mudança seja única e que cada indivíduo tenha suas peculiaridades, certas ações podem ser tomadas para influenciar as pessoas em suas transições individuais.

A gestão de mudanças traz uma abordagem estruturada para ajudar os indivíduos da organização a sair de seus estágios atuais e, assim, atingir os estados futuros.

Gestão de pessoas

Gestão de pessoas é o processo de treinar, motivar e direcionar os colaboradores para otimizar a produtividade no ambiente de trabalho e promover o crescimento profissional.

Líderes no ambiente profissional, como coordenadores, gestores e chefes de departamento, usam a gestão de pessoas para tentar prever o fluxo de trabalho e potencializar, diária e continuamente, o desempenho de toda a equipe.

Leia também: O que é Gestão Estratégica de pessoas? Conquiste alto desempenho!

Gestão de processos

A gestão de processos, também conhecida como BPM (Business Process Management), é uma disciplina que usa diversos métodos para descobrir, modelar, analisar, mensurar, melhorar e otimizar processos de negócios.

Um processo de negócios, por sua vez, coordena o comportamento de pessoas, sistemas, informações e afins para produzir resultados de negócios de acordo com uma estratégia previamente definida.

Os processos podem ser estruturados e repetíveis ou não-estruturados e variáveis. Além disso, embora não seja obrigatório, as tecnologias costumam ser usadas junto com a gestão de processos, como os ERPs, por exemplo.

Gestão de projetos

Gestão de projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas para projetar atividades de modo que elas atinjam os requisitos de cada projeto.

Uma gestão de projetos eficiente é caracterizada pelo desenvolvimento e refinamento contínuo de métodos e práticas, além de garantir que todas as ferramentas implantadas atendam as necessidades propostas de maneira simples e organizada.

Gestão de vendas

Gestão de vendas (ou gestão comercial) é o processo de planejar, implementar e controlar programas de vendas que atinjam as metas da organização, incluindo o recrutamento, o treinamento e a motivação da equipe de vendas.

Esta é uma função comercial muito importante, já que as vendas líquidas por meio da venda de produtos e serviços e o lucro resultante dessas transações impulsionam a maioria dos negócios comerciais.

Gestão empresarial

A gestão empresarial consiste em gerenciar as atividades administrativas de uma empresa. Basicamente, sintetiza as responsabilidades de todos os diferentes tipos de gestão.

A administração de um negócio inclui o desempenho ou a gestão de operações de negócios e de tomadas de decisão, além da organização eficiente de pessoas e outros recursos para direcionar as atividades rumo às metas e objetivos comuns dentro da organização.

Gestão financeira

A gestão financeira corresponde ao planejamento, organização, direcionamento e controle das atividades financeiras de uma empresa, como o uso de seus recursos para atingir os objetivos propostos.

Basicamente, ter uma boa gestão financeira passa por aplicar os princípios básicos de gestão aos recursos financeiros daquela organização.

Quais são as principais metodologias de gestão da atualidade?

Com tantos personagens participando ativamente do desenvolvimento do conceito de gestão, hoje temos vários modelos de gestão que podem ser aplicados em sua empresa para conduzi-la em direção aos seus objetivos.

Além dos modelos que mencionamos quando falamos sobre os principais nomes da gestão, temos outras metodologias bastante utilizadas, como as seguintes:

BSC

BSC é a sigla para Balanced Scorecard, termo que poderia ser traduzido como “Indicadores Balanceados de Desempenho”.

Este é um sistema de planejamento e gestão estratégica que pode tanto ser adotado por empresas quanto por organizações sem fins lucrativos, de ONGs a órgãos governamentais.

Com o BSC, a organização pode comunicar claramente o que deseja atingir, além de priorizar projetos, produtos e serviços, monitorar seu progresso em direção a alvos estratégicos e alinhar as atividades cotidianas dos colaboradores com ações estratégicas.

Kanban

O Kanban é uma metodologia baseada em três princípios básicos:

  • Visualize o que fará hoje. Todos os itens aparecem em um contexto, o que ajuda a ter as informações necessárias de forma prática, concisa e direta.
  • Limite a quantidade de trabalho em progresso. Com isso, as equipes não começam e continuam fazendo muitas atividades ao mesmo tempo, o que prejudica a conclusão de todas elas.
  • Melhore o fluxo. Quando uma tarefa é concluída, a próxima tarefa posicionada mais acima no registro deve ser iniciada.

O Kanban promove a colaboração contínua e incentiva a aprendizagem e o melhoramento ativo ao definir o melhor fluxo de trabalho possível para as equipes.

OKR

OKR é a sigla para Objectives and Key Results, o que pode ser traduzido como “Objetivos e Resultados-Chave”.

O objetivo é o que deve ser atingido pela empresa. Ele precisa ser concreto, inspirador e orientado por ações e evita confusões na organização.

Já os resultados-chave estabelecem e monitoram como chegar ao objetivo proposto. Eles precisam ser específicos e ter um limite de tempo, além de serem realistas e mensuráveis.

PDCA

PDCA é uma sigla para Plan, Do, Check e Act (Planeje, Faça, Verifique e Aja). A metodologia também pode ser chamada de Ciclo de Shewart ou Ciclo de Deming, embora seja menos comum.

Um dos objetivos do PDCA é fazer com que os processos de uma empresa sejam acelerados e aperfeiçoados, já que os problemas passam a ser percebidos com maior facilidade e clareza, bem como os fatores causadores e as possíveis soluções.

PMBoK

PMBoK é a sigla para Project Management Body of Knowledge, o que pode ser traduzido como “Corpo de Conhecimento em Gestão de Projetos”. Como o nome indica, inclusive, o modelo é indicado para conduzir a gestão dos projetos dentro da empresa.

O PMBoK consiste em uma coletânea de processos, boas práticas, terminologias e diretrizes que são aceitas como padrão no meio de gestão de projetos, ajudando as empresas no seguinte:

  • Padronização de práticas entre diferentes departamentos;
  • Personalização de processos para atender a necessidades específicas;
  • Prevenção de falhas de projeto.

Scrum

O Scrum é uma metodologia ágil com estrutura simples que ajuda pessoas, equipes e organizações a gerarem valor por meio de soluções adaptativas para problemas complexos.

Em suma, o Scrum ajuda os times a trabalharem juntos, aprender por meio de suas experiências, organizar-se enquanto resolvem problemas e refletir em suas vitórias e derrotas para melhorar continuamente.

Planejamento e gestão: qual a diferença?

Às vezes, esses dois termos são usados de maneira intercambiável. De fato, ambos são partes de um processo muito importante, que é atingir as metas de longo prazo da organização, mas a verdade é que os significados são distintos.

Planejamento estratégico é a abordagem utilizada quando se está formando a direção de uma organização. Alguns exemplos de sua aplicação são a definição de visão, missão e valores.

A gestão estratégica, por sua vez, é o processo geral percorrido para chegar a essa direção, desde o planejamento até a execução. A gestão dos planos de ação, projetos e ciclo de vida do plano estratégico é fundamental para atingir as prioridades de longo prazo daquele negócio.

Resumindo, podemos dizer que o planejamento contempla o “antes”, enquanto a gestão está relacionada ao “durante”.

Como a tecnologia se relaciona com a gestão?

Embora essa relação não seja necessariamente obrigatória, ela é altamente recomendável. Afinal, é quase impossível ter uma gestão realmente eficiente por meio de processos manuais.

Um bom exemplo é o ERP (Enterprise Resource Planning), que pode ser traduzido como sistema de gestão empresarial. Este é um tipo de software que, como o nome indica, permite uma gestão integrada de todas as áreas da empresa.

Ao centralizar todas as informações em uma única plataforma, as chances de ter alguma perda de informação ficam muito menores, além do fato de tudo poder ser acessado de qualquer lugar, o que acontece quando os sistemas e bancos de dados ficam hospedados na nuvem.

O sucesso dessa solução tecnológica é comprovado. De acordo com a Allied Market Research, o mercado global de ERP foi avaliado em US$ 39,34 bilhões em 2019 e projeta-se que este valor atinja US$ 86,303 bilhões em 2027, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 9,8% entre 2020 e 2027.

Este é um dos principais exemplos da aplicação da tecnologia na gestão empresarial, uma relação que já é quase indissociável e deve se tornar cada vez mais inseparável com o passar do tempo, já que o desenvolvimento tecnológico só tem crescido – o que é ótimo.

Gestão: sem ela, não há como ter uma empresa de sucesso

Uma empresa sem uma boa gestão tem poucas certezas, e uma delas é que se a situação não for corrigida, será questão de tempo até que os problemas apareçam.

O ideal é que as melhores práticas de gestão sejam aplicadas desde o início daquela organização. Porém, nada impede que companhias que já estão em atividade assumam o controle de seus negócios e, a partir de então, passem a ter o verdadeiro controle sobre ele.

Além de ter aprendido o que é gestão de forma detalhada, um passo além pode ser dado conhecendo as imersões e os cursos online do G4. Com conceitos modernos e eficientes usados e validados por alguns dos maiores empreendedores do país, você estará no caminho certo para uma gestão exemplar.