Competências fundamentais de um líder de sucesso

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Assumir um cargo de liderança exige características e competências das quais nem sempre há uma preparação por aquele nomeado à função. Como líder, o profissional deve desenvolver uma série de competências para coordenar, engajar, desenvolver, influenciar e responder pelas ações e resultados do seu time.

Cargos de liderança são comumente cobiçados por parte dos colaboradores de uma organização. Porém, nem todos se preparam adequadamente para ocupar esta posição.

Diante disso, quais as competências fundamentais para ser um bom líder?

A seguir abordamos alguns dos principais aspectos que norteiam essa função.

Competências de um bom líder

Em algum momento ou situação da vida todos nós nos tornamos líderes, seja por entender alguma habilidade mais que outras pessoas ou mesmo por ocupar uma posição de liderança em relação aos outros. Essa hierarquia é firmada pelo direito em exercer com maestria ações imprescindíveis para a ocasião.

Em uma organização, ao ser indicado a uma posição de liderança, você ganha a permissão de criar ainda mais relacionamentos e conexões dentro da empresa. Ao ocupar esta posição, você ganha destaque e a sua imagem fica em evidência, colocando a sua imagem como exemplo para os outros.

Em detrimento desta responsabilidade, você se torna um construtor da cultura da empresa e deve prezar pelas entregas e resultados, influenciando na postura e atitude dos demais à sua volta. Além disso, deve prezar pelo desenvolvimento de pessoas.

Não é incomum, grandes líderes terem carreiras vertiginosas dentro de uma organização, ao assumir uma postura de professor, dedicando um esforço em paralelo ao dia a dia da organização, a se desenvolver e compartilhando os aprendizados para a equipe. E, caso permaneça por longo período ali, pode vir a tornar-se um líder de líderes.

Assim, entre as competências de um líder, além de saber desenvolver, ele precisa desempenhar os seguintes pontos.

Prezar pela cultura da empresa

Cultura é tudo aquilo que se faz quando não tem ninguém olhando.

Não há como desconectar o líder da cultura da empresa. Pela posição de autoridade em relação aos demais membros, ele é o responsável direto por implementar a cultura no time.

Sendo assim, toda liderança precisa prezar pela cultura da organização. Entender, orientar e, principalmente, se respaldar pelo o que preza a empresa.

Nesse caso, ser uma pessoa orientada a dados, para que possa mensurar indicadores e determinar os caminhos que a equipe deve seguir também é fundamental.

O gestor será quem vai assumir as consequências e responsabilidades das reuniões mais afloradas do time ou desentendimentos entre os subordinados, além de toda e qualquer ação que venha de sua equipe. Ele é o responsável em fazer com que toda a equipe vista a camisa da empresa e valorize cada ação na e para a empresa.

Por conta disso, deve manter a sua forma de agir alinhada com a cultura organizacional, o que vai exigir dele outra das competências de um líder: a disciplina, para dar constância e continuidade nas formas corretas de agir.

Ter organização e saber priorizar

O gestor de uma equipe precisa, antes de mais nada, ser uma pessoa organizada. Ter uma agenda organizada e saber priorizar as atividades é fundamental.

Esse líder, além das próprias atividades diárias, precisa ter e dar atenção às agendas de todo o time. Definir as metas da equipe e o tempo necessário para a obtenção dos resultados.

Cabe a ele acompanhar a execução das atividades dos liderados, dar feedback sobre os resultados e desatar “nós” que aparecerem no caminho, ajudando e direcionando o time.

E, para que as metas sejam cumpridas, alguns rituais são importantes e fazem parte dessa organização, como: ter indicadores que mensurem os resultados e indiquem se o caminho das metas precisa ou não de alteração; tenha reuniões de planejamento e feedback com o time, seja de forma diária, semanal, mensal, trimestral, com todo o grupo e também individualmente, no intuito de conhecer melhor cada pessoa, suas habilidades, capacidades e dificuldades.

Tornando os encontros sistemáticos e programados, o gestor terá uma visão mais clara sobre sua equipe, seu desenvolvimento e necessidades, aspecto imprescindível para manter o alinhamento, a comunicação e o engajamento da equipe.

Logo, para exercer toda esta organização e garantir que ela seja executada, novamente, uma das competências fundamentais é ser disciplinado. Logicamente, imprevistos e urgências ocorrem com frequência, portanto, sustentar esta agenda de reuniões, conforme o planejado, trata-se de uma atitude de “cumprir o combinado feito consigo mesmo” de forma contínua. Uma atitude que não é trivial, mas que fará toda a diferença em curto, médio e longo prazo nos resultados do time.

Ser liderança

Principalmente o profissional que exerce um cargo de liderança pela primeira vez em uma organização, é comum passar por alguns desafios específicos. Por exemplo, o liderado mais velho não aceitar alguém mais novo em função de gestão ou mesmo todo um time ter desconfiança com o novo líder que é recém-chegado na empresa.

E então, o que fazer em casos assim?

Não há resposta correta, mas é fundamental em primeiro lugar entender o contexto e, na sequência, criar um clima de segurança e confiança. Saber buscar se integrar ao time, trabalhar a sensação de pertencimento do grupo e chegar de forma branda, sem o pé na porta. É preciso aprender a influenciar positivamente a cada membro para que o trabalho flua da melhor maneira possível.

Diante da equipe, esse gestor precisa combinar as regras de como vai funcionar a área. Serão esses combinados que vão nortear como cada um deve atuar, incluindo o gestor. Assim, o líder poderá acompanhar o resultado dos subordinados e identificar desafios e necessidades do grupo, enquanto equipe e de maneira individual.

É super recomendável que o gestor saiba delegar e confiar no time e não promova o microgerenciamento. Tal postura trará velocidade ao invés do controle, já que microgerenciar tira o foco do que realmente importa e ocupa um espaço desnecessário no dia do gestor. Além disso, ficar gerenciando no detalhe cada atividade exercita pelo subordinado, segundo Andy Groove, ex-CEO da Intel e um dos maiores gestores do século passado, irá acostumar o colaborador a ter uma postura passiva, que pede permissão para absolutamente tudo.

Um bom líder orquestra a operação através do alinhamento e com a cultura da empresa, batendo as meta com o time através do engajamento coletivo e individual de cada membro. Além disso, ele promove a evolução contínua do time, sendo esta atitude de coaching, também uma das competências de um líder.

Saber contratar

O gestor precisa ter um mentalidade de que a contratação representa uma melhoria contínua. Contratar é uma função de extrema importância e esta ação coloca nas mãos do responsável, todo o andamento das atividades e resultados da equipe. Por conta disso, saber contratar é uma competência fundamental de um líder.

Trabalhar uma contratação nada mais é do que atuar em um funil, onde vão entrar muitos candidatos àquela função determinada e que a liderança precisa ter a expertise de perceber que quem passa pelo funil está apto a fazer parte de seu time e o resultado que este membro realizar é uma responsabilidade sua.

Para o Marcelo Toledo, CEO da Klivo, startup healthtech e mentor do Gestão 4.0, uma contratação mal feita e errada é muito mais do que desperdício de dinheiro, é o tempo perdido e investido em alguém que não deu o resultado necessário e esperado. “É fazer com que a empresa perca tempo e o contratado o contratado passe por uma experiência negativa”.

Além de saber avaliar as habilidades necessárias para exercer a função pleiteada, o gestor precisa saber avaliar o perfil de sua equipe e do candidato em questão. É preciso perceber que aquela pessoa que vai fazer parte do time vai lidar com outras de perfis diferentes e saber identificar perfis que possam se chocar também é papel do líder.

Contratar precisa fazer parte da mentalidade do líder, deixando-o sempre atento a novos talentos que possam surgir em algum grupo ou encontro, fora do processo seletivo. Não é necessário estar em um processo formal para farejar novos talentos e potenciais membros para o time.

Em adição, há outras medidas para fortalecer a atração de talentos, conhecidas como medidas de employer branding, um conjunto de técnicas e ferramentas para gerar uma percepção positiva do mercado a respeito de sua empresa como local de trabalho. Para isso, entre as ações, as redes sociais podem ser uma importante aliada na atração de gente boa, alinhada com o propósito da empresa.

Saber demitir

É importante perceber que a demissão é tão importante quanto a contratação, logo, saber demitir é uma das competências de um bom líder.

Ter um processo demissional fará com que a última cartada não seja uma novidade para aquele colaborador. Ele precisa saber que todas as ações de recuperação de seus resultados e busca por melhorias foram realizadas e que, infelizmente, por não corresponder às necessidades, ele não fará mais parte da operação. Por conta disso, a competência do líder de criar uma cultura de feedback é tão importante.

Um profissional em cargo de liderança que não trabalha uma cultura de feedback, não dá aos seus liderados a chance de superação. Um gestor que não se dedica a se comunicar e dar retornos sobre o desempenho dos subordinados, não dá a chance de um colaborador saber onde erra para se superar. Logo, ele está jogando contra os objetivos da empresa. Assim, novamente a competência do líder de criar uma cultura de feedback, impacta diretamente nos resultados da empresa.

A Mariana Dias, CEO da Gupy, startup de recrutamento e seleção de talentos, fala que todo processo de contratação, demissão e retenção é responsabilidade da liderança do time e a área de recursos humanos só deve respaldar as ações do gestor.

E, no caso de demissão, é importante antes haver uma medida, o gestor deve ter um processo de recuperação de um candidato à demissão, já que um bom talento pode estar alocado em uma atividade errada ou mesmo estar passando por problemas externos que afetem sua produtividade.

Na Gupy, por exemplo, a Mari Dias tem uma regra de dar uma última chance aos colaboradores. É uma política de quatro semanas em que o profissional precisa superar expectativas e bater metas para evitar sua demissão. “Usamos indicadores para mensurar os caminhos e entender o processo. Só vai para demissão aquele que não conseguir realmente entregar resultados necessários, mesmo tendo passado por outros tantos processos negativos”.

Porém, é importante lembrar que nem sempre a demissão acontece por falta de produtividade. Há o colaborador que não se adequa à cultura da empresa e seu comportamento acaba por comprometer o rendimento e integração da equipe. Nesse caso, a demissão acaba sendo o caminho mais provável.

Saber reter talentos

Após contratar corretamente, esta definitivamente é uma das competências vitais de um líder. Mais do que apenas priorizar e direcionar metas, um líder de sucesso sabe trabalhar a sua equipe para que performe cada vez melhor. Para isso, é pré-requisito conhecer seus subordinados, perceber suas principais habilidades, desenvolver novos formatos de trabalho, fazer com que aquela pessoa aprenda a se superar cada dia mais.

Reuniões one on one ajudam a estreitar a conexão e atuar no desenvolvimento do liderado. O gestor é o responsável direto por fazer com que cada um entenda o propósito da empresa, sua direção e onde a atividade do subordinado se encaixa nesta narrativa e nos resultados.

Sem que o liderado entenda os porquês não há como trabalhar seu potencial, pois não haverá engajamento. A pessoa que está na ponta da operação, precisa entender que a função que ela exerce impacta no todo.

Reforçar os porquês de forma contínua, além de manter reuniões individuais e de equipe periódicas, praticando escuta-ativa, são ótimos passos para manter os membros engajados, direcionado o time a resultados expressivos.

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